Ela foi oficialmente anunciada em 14 de maio de
1948. A criação de Israel se baseou numa resolução aprovada um ano antes na
Organização das Nações Unidas (ONU) e que previa a divisão do então
território
da Palestina em dois estados: um árabe e um judeu. Na época, a Palestina estava
sob administração britânica e era habitada por uma maioria árabe. Por isso, a
resolução da ONU, que foi aceita por líderes judeus, acabou sendo recusada
pelos governantes dos países árabes vizinhos da Palestina. As discussões diplomáticas
ainda estavam quentes quando líderes judeus se apressaram para decretar a
independência de Israel em maio de 1948. A resposta árabe foi imediata: no dia
seguinte à declaração de independência, Egito, Síria, Líbano e Iraque atacaram
o novo país. Cerca de 750 mil árabes que viviam na região foram obrigados a
fugir por causa do conflito. Por outro lado, 800 mil judeus residentes em
países como Síria, Iraque, Tunísia, Líbia e Iêmen deixaram às pressas seus
lares, a maioria tornando-se imediatamente cidadãos de Israel. A vitória
israelense viria no ano seguinte, em 1949, garantindo a sobrevivência do novo
país. Mas, longe de tranqüilizar as coisas, o resultado do conflito só semeou
mais violência na região. Violência que dura até hoje.
Independência sangrenta Região
permanece em estado de guerra há quase 60 anos
1897
O primeiro Congresso Sionista, na Basiléia, na
Suíça, marca o início do movimento que reivindica um estado para os judeus na
Palestina. Essa região no Oriente Médio não é escolhida ao acaso: os judeus
defendem que viviam lá até serem expulsos pelo Império Romano no século 1
1939
Com o início da Segunda Guerra Mundial (1939-1945),
os nazistas alemães passam a perseguir judeus por toda a Europa. Estima-se que
6 milhões tenham morrido em campos de concentração e extermínio, acontecimento
conhecido como Holocausto
1946
Ao final da guerra, com milhões de judeus
perseguidos sem ter para onde ir, o sionismo ganha força. Os britânicos, que
dominavam a Palestina, tentam evitar a imigração de judeus para a região mais
de 50 mil refugiados são
detidos na ilha de Chipre
1947
Em 29 de novembro de 1947, a Organização das Nações
Unidas (ONU) aprova a divisão da Palestina em dois estados: um judeu e outro
árabe. Líderes judeus aceitam a resolução da ONU, mas os países árabes não - na
época, viviam na região 1,3 milhão de árabes e 600 mil judeus
1948
Enquanto as tropas britânicas deixam a Palestina,
grupos sionistas agem para organizar logo o Estado judeu. Em 14 de maio, o
presidente da Agência Judia para a Palestina, David Ben-Gurion, anuncia a
formação de Israel
1948/49
Os
países árabes vizinhos não reconhecem o novo país e tem início a Guerra de
Independência de Israel, a primeira de uma série de conflitos entre árabes e
israelenses. A guerra termina em 1949. Israel não só vence, como consegue a
ampliação do Estado judeu
NR/ O Brasil foi de suma importância para a criação do Estado de Israel.
À época, era Presidente da ONU o político brasileiro Oswaldo Aranha que envidou
todos os esforços, possíveis e necessários, para por em prática a resolução do
organismo que presidia.

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