segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

EPICURO DESEJA A NÓS UM FELIZ ANO NOVO



Literatura


Publicado por Matheus Arcaro
“Não creio ser possível escrever biografias. Nem mesmo pela própria pessoa em questão. Sob qual ponto de vista me descreveria? Seria eu um diretor de criação publicitária? Um artista plástico amador? Um escritor que acaba de lançar seu livro de contos? Ou simplesmente um cara de 31 anos que adora jazz, mpb e música clássica? É, definitivamente os recortes são muitos. E existe um Matheus para cada um que vê o Matheus.”

 
É preciso pouco pra ser feliz. O difícil é nos darmos conta disso.


Nessa época do ano é comum as pessoas desejarem abundância aos que amam. Sempre que vejo essas mensagens me lembro de Epicuro. Felicidade, para Epicuro, é sinônimo de hedonismo, ou seja, aproximar-se do que é prazeroso e fugir do que é doloroso. Contudo, engana-se quem acredita que o prazer é excesso.

Na verdade, é justamente aí que reside uma das fontes de dor: quanto mais se quer, mais se sofre. O prazer pleno não se realiza na satisfação dos desejos, mas na remoção dos desejos não-naturais e não-necessários (honra, riqueza, glória). Assim, Epicuro nos ensina que é preciso pouco pra ser feliz: comida, bebida, moradia e satisfação das necessidades fisiológicas. Pra isso, a filosofia é essencial, já que ela nos ensina a moderar os os desejos utilizando a racionalidade.

"Uma vez que tenhamos atingido esse estado, toda a tempestade da alma se aplaca, e o ser vivo, não tendo que ir em busca de algo que lhe falta, nem procurar outra coisa a não ser o bem da alma e do corpo, estará satisfeito. De fato, só sentimos necessidade do prazer quando sofremos pela sua ausência; ao contrário, quando não sofremos, essa necessidade não se faz sentir."
Outro ponto fundamental é a Philia. O homem, em pequenas comunidades, compartilhando o que há de mais importante: os laços da autêntica amizade.


Desse modo, pra Epicuro, seria possível viver a imortalidade nessa vida, no aqui e agora.

“Medita todas estas coisas e nunca mais te sentirás perturbado, mas viverás como um deus entre os homens. Porque não se assemelha a um mortal o homem que vive entre bens imortais.”

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