O Museu Britânico (em inglês: British
Museum) localiza-se em Londres e foi fundado em 7 de junho de 1753. A sua coleção permanente inclui peças como
a Pedra de Roseta e os frisos
do Partenon de Atenas, conhecidos como a coleção de mármores de Elgin, trazidos ao museu por Lord Elgin.
Em 2012 foi o terceiro museu mais visitado do mundo, com 5 575 946
visitas.
O Museu Britânico é um marco fundamental
no estabelecimento do método museológico, além de representar diversos
aspectos característicos tanto da sociedade inglesa vitoriana quanto do pensamento político e científico do século XIX.
Aberto em 15 de janeiro de 1759, após a aprovação do rei Jorge II em1753, foi o primeiro grande museu público, gratuito,
secular e nacional em todo o mundo. Não foi, entretanto, o primeiro museu moderno.
O Museu
Ashmolean, de Oxford (1679), tem o mérito de ter sido a primeira grande
instituição museológica destinada especificamente a exposições públicas,
organizadas para propósitos educacionais.
Ao ser fundado, o Museu Britânico reuniu três coleções: a Cottonian
Library, coleção de manuscritos medievais de Sir Robert
Cotton (1570-1631), os
manuscritos da coleção do Conde de Oxford, Robert
Harley (1661-1724) e a enorme
coleção de Sir Hans Sloane (1660-1753), composta de antigüidades clássicas e medievais,
moedas, manuscritos, livros, quadros e gravuras, além das peças que formariam o
núcleo central do Departamento de História Naturaldo Museu Britânico. A enorme heterogeneidade dessas coleções sem dúvida
foi a característica mais marcante dessa fase. O museu não estava tão distante
dos gabinetes de curiosidades que marcaram a Europa no século XVIII:
era pouco mais do que um enorme amontoado de objetos sem nenhuma classificação
ordenada, apresentados menos para propósitos educacionais do que para
"exaltar o espírito e enaltecer o progresso da humanidade".
Da antiguidade temos
a origem de uma característica do museu moderno, em especial do museu Britânico: a
combinação de exposições (entretenimento educacional para o público geral) e de
uma biblioteca(pesquisa
para um público erudito e acadêmico). A partir da consolidação desse modelo
por Anthony
Panizzi (1797-1879) na Biblioteca Britânica, este é um atributo hoje praticamente obrigatório para qualquer museu.
Da transição do século XVIII para
o XIX,
temos também outra característica: a formação do museu de caráter nacional. Desde o desenvolvimento do Museu do Louvre,
denominado Musée Napoléon durante os primeiros anos do novo
século, a rivalidade entre as nações da Europa e a afirmação da identidade
nacional desses países passou também pela constituição do "museu
nacional". A derrota definitiva de Napoleão talvez tenha sido um dos fatores que
estimularam a reconstrução do espaço do Museu Britânico, além sem dúvida de
expandir consideravelmente suas coleções: grande parte do acervo de
antigüidades egípcias,
incluindo a Pedra de Roseta, foi obtido com a capitulação do exército francês no Egito, em 1802.
A tentativa de reunir todo tipo de coleção possível foi uma forma de
apresentar através de objetos todo o conhecimento da humanidade, numa espécie
de "triunfo" doracionalismo científico. Obviamente, a acumulação de tantos objetos
distintos num único lugar era operacionalmente inviável, e a transferência de
algumas coleções foi se fazendo cada vez mais necessária. O desmembramento do
museu de deu em diversas etapas, das quais as mais importantes são a criação
da National
Gallery (1824 – mais um exemplo do "monumento"
de inspiração nacionalista), a remoção do setor de História Natural para o Museu de
História Natural (a partir de1880, para um edifício que, diferentemente do Museu
Britânico e de seu estilo Neoclássico,
celebrava o naturalismo racional científico no estilo Neogótico) e a transferência do setor de Etnografia, rico em objetos recolhidos nas expedições do
Capitão James Cook,
a partir de 1870.
O Museu Britânico abriga mais de sete milhões de objetos de todos os
continentes, ilustrando e documentando a história da cultura humana de seus
primórdios até o presente. Muitos dos artefactos da sua colecção estão
armazenados nos depósitos situados nos porões do museu, por conta da falta de
espaço para mostrá-los. Assim como muitos outros museus e galerias no Reino Unido,
o Museu Britânico tem entrada gratuita, excepto no caso de algumas exposições
temporárias especiais. Ele também conta com um serviço educativo responsável
por apresentações didáticas da colecção para escolas, famílias e adultos.
Oferece também um curso de pós-graduação sobre arte clássica e decorativa
da Ásia.
Em Dezembro de 2000 foi
inaugurado o Great Court, a maior praça coberta da Europa. Ela ocupa o espaço
central do prédio, ao redor da Sala de Leituras (The Reading Room) da
biblioteca (que agora foi transferida para St.
Pancras). A construção do majestoso
Reading Room, na década de 1850, foi primeiramente uma saída tanto para a falta
de espaço, devido ao vertiginoso aumento do acervo, quanto mesmo para a própria
aberração arquitetónica do imenso quadrilátero vazio que era parte do projeto
original do arquitecto Sir Robert
Smirke para o museu.
Na construção do Reading Room foram usados pela primeira vez num
edifício de grande porte na Inglaterra o ferro (como parte visível da
estrutura) e o concreto (especialmente em seu uso inovador nas fundações).
O interior do Museu Britânico pode ser visto no filme O retorno
da múmia, apesar de o exterior do
prédio mostrado no filme ser o do University College. O museu
tem uma colecção de múmias, sendo a mais conhecida o Homem de Lindow,
encontrado no noroeste de Inglaterra.
O autor de livros de terror H. P. Lovecraft relatou que haveria uma cópia do livro
místico Necronomicon no museu britânico. Apesar de Lovecraft ter deixado claro que se
tratava de um livro fictício, há quem acredite na sua existência.
Desde 1980 o governo grego vem realizando esforços diplomáticos para
reaver peças do Pártenon que
foram roubadas por ingleses e que compõem o acervo do Museu Britânico. A
disputa acirra-se em torno dos mármores de Elgin, esperando a devolução por parte do Museu Britânico, o governo grego
construiu um grande museu no sopé da acrópole para receber as peças.





Nenhum comentário:
Postar um comentário