O relógio suíço médio custa US$ 685. Um chinês
custa cerca de US$ 2 e diz a hora tão bem quanto seus primos europeus. Então
por que diabos, perguntaria um marciano, o setor relojoeiro suíço consegue
sobreviver? No entanto isso acontece. As exportações de relógios de pulso
feitos na Suíça cresceram em 32% em valor ao longo dos últimos dois anos para
US$ 23,3 bilhões. A demanda nos maiores mercados (China, EUA e Cingapura)
tropeçou recentemente, mas parte desta lacuna foi preenchida por árabes e
europeus aficionados por relógios.
Ninguém compra um relógio suíço para saber as
horas. O charme é intangível: engenharia precisa disposta de modo bonito.
A arte da relojoaria de luxo praticamente morreu no resto do mundo, no entanto
se desenvolveu na Suíça, tornando “Swiss-made” uma das marcas mais poderosas do
mundo.
Na imaginação popular, os
relógios suíços são feitos por artesãos em pequeninas oficinas localizadas em
vilas nos Alpes. Na verdade, o setor é dominado por uma única empresa. O
portfólio de empresas do Swatch Group (Breguet, Blancpain, Omega e mais uma dezena
de outras marcas) gerou um total de vendas de joias e relógios da ordem de US$
9,76 bilhões em 2012. Isto representa uma alta de 15,6% em relação ao ano
anterior e um terço de todas as vendas de relógios suíços. Em janeiro a Swatch
anunciou a compra da Harry Winston, uma joalheria americana que também fabrica
relógios em Genebra.
A dominância da Swatch vai
muito além disso. Trata-se da maior fornecedora das peças por trás do
funcionamento dos relógios suíços. O grupo também é dono da ETA, responsável por
mais de 70% dos movimentos (mecanismos nucleares) instalados em relógios por
outras fabricantes suíças. Outra subsidiária, a Nivarox-FAR, fornece mais de
90% das molas de equilíbrio (as quais regulam os relógios de pulso).
Fontes: The Economist-Time is money
Fonte: Opinião e Notícia


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