Por JOACI GÓES
Os últimos vinte e nove anos compõem o mais longo
período de democracia republicana na vida política brasileira. O que não é
pouco, tendo em vista que a democracia na multimilenária Espanha, por exemplo,
data, apenas, de 1978.
Ao que
parece, a História demonstra que é pequena a vocação dos homens para a
convivência democrática. Nesse panorama de marcante instabilidade, a jovem
democracia brasileira tem dado provas de robusta resistência ao triunfo do
embuste, não obstante a teimosa presença da corrupção galopante que nos
fragiliza aos olhos do mundo civilizado.
Como se não bastasse o momento politicamente
vexatório em que estamos imersos, consolida-se, cada vez mais, o aforismo de
Winston Churchill, segundo o qual a democracia é um péssimo regime, à exceção
de todos os outros.
Incorre em equívoco, portanto, o crescente clamor pelo retorno dos militares ao poder, quando assistimos a essa pilhagem contra o erário que destrói os símbolos maiores da economia nacional, como a Petrobras e a Eletrobrás, vítimas de uma mescla de roubo, incompetência gerencial e populismo grosseiro.
Incorre em equívoco, portanto, o crescente clamor pelo retorno dos militares ao poder, quando assistimos a essa pilhagem contra o erário que destrói os símbolos maiores da economia nacional, como a Petrobras e a Eletrobrás, vítimas de uma mescla de roubo, incompetência gerencial e populismo grosseiro.
O
aparelhamento das estatais com quadros partidários notoriamente incapazes,
conduzindo à falta de transparência na gestão, tem corroído a eficiência das
empresas públicas nacionais, acarretando excessivo endividamento e resultando
numa brutal perda de valor dos seus ativos.
Nos últimos
três anos, a Petrobras perdeu 60% de seu valor de mercado e a Eletrobras 63%. O
eleitoreiro controle de preços dos combustíveis imposto pelo governo provocou
um prejuízo à Petrobras de 50 bilhões de reais.
A redução
populista do custo da energia quebrou a Eletrobrás e ameaça quebrar os sistemas
produtores e de distribuição. O quadro se agrava, ainda mais, com a presença do
viés ideológico pelego que nega legitimidade ao lucro privado, sem cujo
estímulo, comprovadamente, as economias não se sustentam, como o comprova o fracasso
de todas as economias socialistas. A China, de socialista só tem o rótulo.
Com essa
farra partidária que no Brasil já atinge incríveis 34 partidos, o número de
cargos comissionados, cuja redução se impõe, distribuídos sem a mínima
observância de critérios meritocráticos, sobe às nuvens.
O remédio
contra esses males não está no retorno da ditadura, mas no recurso ao voto
orientado pela saudável observância da saneadora alternância do poder, de que a
vitoriosa experiência norte-americana é o exemplo mais edificante.
Só o voto
popular consciente pode gerar os anticorpos políticos resistentes ao populismo.
A sociedade precisa fortalecer a consciência de que é ela quem paga por esse
festival de erros que enodoa a vida brasileira. A História ensina que o conformismo
perpetua a desgraça dos povos.
A onda
mudancista que varre o País aponta para mudanças substantivas no controle da
vida nacional. Em paz e com a alma liberta de rancores, exerçamos o nosso
sagrado direito de escolher novos dirigentes para comandar os nossos destinos.
Na Bahia, o
resultado de Pesquisa Ibope que aponta para esmagadora vitória da chapa das
oposições, nas eleições de outubro, é apenas um capítulo de um movimento maior,
de caráter nacional.

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