Pintura de Francisco
Goyamostrando São Francisco de Borjaexecutando um exorcismo.
No
ritual católico do
exorcismo, os padres não
devem por princípio acreditar prontamente que uma pessoa se encontra sobre
possessão demoníaca e apenas os bispos podem autorizar um sacerdote a fazer
exorcismos.
No
ritual do exorcismo e depois de invocar a sua segurança e de todos aqueles que
o assistem, o padre condena o(s) demónio(s) a não ter poderes sobre qualquer um
dos presentes perante o possesso que deve encontrar-se amarrado de forma a prevenir qualquer tentativa
de agressão.
Essa
segurança pode ser conseguida também com alguns desenhos, usados para
aprisionar e nulificar os poderes dos demônios, esses desenhos são pantáculos
do Grimório conhecido como A Chave de Salomão (Clavicula Salomonis).
Segundo
alguns relatos deste ritual, os "demônios" respondem com mentiras às numerosas perguntas do sacerdote sobre
questões várias que incluem a identidade do "demónio" e/ou a razão da
possessão. Apesar da resistência do(s) demónio(s), o padre exorta-os a irem
embora do corpo do possesso um prolongado período de tempo e com imensa
insistência até que, por invocação do Nome de Deus, de Cristo Jesus e
todos os anjos,
ao fim de algumas horas consideradas extenuantes de invocações e de oração,
poderá acontecer que o possesso seja libertado do domínio demoníaco e
considerado "curado".
Outras vezes essa situação pode ser revertida e a possessão volta a atormentar
o paciente que muitas vezes também procura alívio em tratamentos psiquiátricos.
Um dos atos de exorcismo mais conhecidos foi o
de Anneliese
Michel, uma jovem alemã que,
segundo relatos da própria, foi possuída por uma legião de demônios.
Nos
movimentos cristãos pentecostais e neo-pentecostais, bem como nos movimentos
de renovação carismática,
há também um grande número de relatos de casos de exorcismo. Contrariamente ao
ritual católico, não há uma liturgia rígida, embora seja considerado que não
deva ser qualquer crente, que, embora tendo aceitado e confessado previamente
Jesus como Senhor e Salvador, se pode tornar um exorcista, uma vez que, segundo
a interpretação do Novo Testamento da Bíblia, Jesus deu autoridade apenas aos apóstolos para dominarem os espíritos imundos.
Consideram-se os sacerdotes (presbíteros, pastores, bispos, etc.) como os apóstolos da atualidade (os
pertencentes a igreja católica). Mar 16:17 - E estes sinais seguirão aos que
crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Sendo todo
crente em Cristo Jesus capaz e autorizado por Cristo a expulsar Demônios.
A fórmula utilizada nas igrejas evangélicas é simples, baseando-se na utilização de "O nome de Jesus".
A pessoa que apresenta sintomas de possessão ou infestação por demónios ouespíritos imundos ficaria libertada após a imposição de mãos e declaração verbal por parte do pastor ou autoridade
equivalente na igreja, para que as entidades estranhas à pessoa se retirem.
Atualmente,
algumas denominações evangélicas defendem e praticam o exorcismo, de entre as,
a Igreja
Universal do Reino de Deus,
com práticas consideradas não tão ortodoxas, como o "corredor de
sal", a Igreja
Pentecostal Deus é Amor,
a Igreja Maná,
a Igreja
Renascer em Cristo entre outras.
A possessão demoníaca não é um diagnóstico psiquiátrico ou médico válido e reconhecido pelo DSM-IV e CID-10. Aqueles que professam a crença em possessões
demoníacas por vezes descrevem sintomas que são comuns a várias doenças mentais,
como histeria, mania, psicose, síndrome de Tourette, epilepsia, esquizofrenia ou transtorno
dissociativo de identidade. Em casos de transtorno
dissociativo de identidade em
que a personalidade é questionada quanto à sua identidade, 29% são relatados como
possessões de demônios.
Além disso, há uma forma de monomania denominada "demoniomania" ou
"demonopatia" em que o paciente acredita que está possuído por um ou
mais demônios.
A
ilusão de que o exorcismo funciona em pessoas com sintomas de possessão é
atribuída por alguns ao efeito placebo e
ao poder da sugestão. Algumas
pessoas supostamente possuídas são realmente narcisistas ou sofrem de baixa auto-estima e
agem como uma "pessoa possuída por um demônio" com o propósito de
ganhar atenção.
O
psiquiatra M. Scott Peck pesquisou exorcismos e alegou ter realizado dois rituais do tipo
em si mesmo. Ele concluiu que o conceito cristão de posse foi um verdadeiro
fenômeno. Ele derivou critérios diagnósticos pouco diferentes dos utilizados
pela Igreja
Católica Romana. Ele também afirmou ter visto
as diferenças nos processos de exorcismo e de progressão.
Depois de suas experiências e na tentativa de validar a sua pesquisa, ele
tentou, sem sucesso, convencer a comunidade psiquiátrica para adicionar a
definição de "Evil" para o DSM-IV.7 Embora os trabalhos anteriores ao de Peck
tenham recebido aceitação popular generalizada, sua pesquisa sobre os temas do
mal e possessões gerou um forte debate. Muito foi feito em tentar associar a
imagem de Peck ao do polêmico Malachi Martin,
um padre católico romano e
um ex-jesuíta,
apesar do fato de Peck tê-lo chamado de "mentiroso" e
"manipulador". Outras críticas levantadas contra Peck incluem
diagnósticos errôneos baseados na falta de conhecimento sobre o transtorno
dissociativo de identidade (anteriormente
conhecido como distúrbio de personalidade múltipla) e afirmações de que ele
havia transgredido os limites da ética profissional, ao tentar persuadir seus
pacientes a aceitar o cristianismo.
Fonte: Wikipédia






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