Ciência/tecnologia
A China está construindo o
maior radiotelescópio do mundo na província de Guizhou, no sudoeste do país.
Uma
vez pronta, espera-se que a estrutura permita detectar sinais de rádio ─
potenciais indícios de vida extraterrestre - em até 1 milhão de estrelas e
sistemas solares.
As
obras, que começaram em junho de 2011, devem terminar em setembro do ano que
vem, a um custo estimado de US$ 110 milhões (R$ 420 milhões).
O
Radiotelescópio Esférico de 500 metros de Abertura (ou FAST, na sigla em
inglês) terá 4,6 mil painéis triangulares e será semelhante ao Observatório
Arecebibo, em Porto Rico, pois usará uma cavidade natural (conhecida como
"karst") para dar suporte ao disco do telescópio.
Atualmente,
o Observatório Arcebibo é atualmente o maior do mundo, com 305 metros de
diâmetro.
Como
o nome sugere, a estrutura terá um diâmetro de 500 metros.
A
China espera que a alta precisão do radiotelescópio permita aos astrônomos
estudar a Via Láctea e outras galáxias, além de detectar estrelas a milhões de
distância da Terra.
Espera-se
também que a estrutura funcione como uma poderosa estação terrestre para
missões espaciais.
Vida extraterrestre
A
maior expectativa, no entanto, é de que o radiotelescópio potencialize as
buscas por vida extraterrestre.
Em
julho deste ano, a Nasa, agência espacial americana, anunciou a descoberta do
Kepler 452-B, um planeta com características semelhantes às da Terra e cuja
proximidade com o Sol é ideal para apoiar uma atmosfera e água no estado
líquido.
Segundo
especialistas, porém, ainda não é possível detectar sinais de rádio, ou
potenciais indícios de vida extraterrestre, com a infraestrutura disponível
atualmente.
Eles
acreditam, contudo, que o cenário se modifique com o início das operações do
FAST – cuja área ocupa o equivalente a 30 campos de futebol.
Estrutura
O
radiotelescópio vai usar uma superfície ativa que se ajusta para criar parábolas
em diferentes direções, com um disco de 300 metros de diâmetro.
Isso
significa que a estrutura não vai apontar diretamente para cima, mas permitirá
observar o céu a um ângulo de 40 graus.
A
depressão Karst, onde o radiotelescópio está sendo construído, é grande o
suficiente para acomodar a estrutura de 500 metros de diâmetro e permitir que
ela seja posicionada a um ângulo de 40 graus.
Segundo
os responsáveis pela construção, o refletor principal irá corrigir o desvio
esférico do chão sem sistemas de alimentação complexos.

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