Cinema brasileiro
Publicado por Fernanda
Mendonça,
é estudante de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e pernambucana
com orgulho. Planeja escrever uma reportagem cada vez que escuta contos e
causos nos momentos mais improváveis, pelo mundo afora.
Diretoras, roteiristas,
atrizes, produtoras: uma seleção de 11 mulheres que engrandecem o cinema
nacional com seu trabalho e dedicação
Lugar de mulher é onde
ela quiser, inclusive no cinema! Durante décadas, o mercado audiovisual foi
dominado por homens e as mulheres ficaram fora de cena por muito tempo -- seja
diante ou por trás das câmeras. Os filmes geralmente eram
protagonizado por personagens masculinos, enquanto a "linda donzela
indefesa" aguardava ser resgatada de uma situação perigosa. E quando
elas estavam nos bastidores, a situação só piorava: tornavam-se praticamente
invisíveis.
Mesmo que diariamente nos deparemos com
(ainda incontáveis) situações de machismo nesse meio, seja quando homens tomam
a voz de diretoras que apresentam seu próprio filme ou quando mulheres recebem
um salário inferior numa mesma função, a pequenos passos esse cenário vem
mudando. As mulheres estão conquistando seu reconhecimento e provando quão essenciais
são para o fortalecimento da sétima arte.
Confira a seleção de 11 mulheres que
enriquecem o cinema brasileiro (e mundial) com o seu trabalho:
Diretora e roteirista do filme que está representando o Brasil na corrida pelo Oscar 2016, Que Horas Ela Volta?. A
produção vem sendo aclamada internacionalmente e deu às atrizes Regina
Casé e Camila Márdila o prêmio especial do júri no Festival de Sundance. Anna
iniciou sua carreira de cineasta em 2002, com o reconhecido Durval
Discos, vencedor das principais categorias no Festival de
Gramado. Também segue carreira como crítica de cinema e roteirista, tendo
participado da criação dos roteiros de O Ano em Que Meus Pais Saíram de
Férias e Xingu, além das séries de TV Mundo da Lua e Castelo Rá-Tim-Bum
Aqui está uma das mais importantes produtoras
do Brasil. Ela já produziu e coproduziu mais de 70 produções, entre grandes
clássicos do cinema nacional, como Terra em Transe, Bye Bye
Brasil e Dona Flor e Seus Dois Maridos, e também
títulos mais recentes, como O Casamento de Romeu e Julieta. Em seu
currículo também estão dois longas indicados ao Oscar de Melhor Filme
Estrangeiro, em 1994 e 1998: O Quatrilho e O que É
Isso, Companheiro?, ambos com direção de seus filhos.
Petra começou no mundo do cinema como atriz,
quando tinha 15 anos. Em 2012, explorou outras áreas e realizou seu primeiro
documentário: Elena. Sua estreia teve uma boa recepção no Brasil e
no exterior, recebendo prêmios no Festival de Brasília, México, França,
Croácia, Polônia e Cuba. Seu novo longa, Olmo e a Gaivota, é
co-dirigido pela cineasta dinamarquesa Lea Glob.
Maeve está no elenco de grandes produções
contemporâneas que definem o novo estilo do cinema brasileiro. Além
do aclamado O Som ao Redor, a atriz também participou de Era
Uma Vez, Verônica, Boa Sorte, Meu Amor, Boi Neon e
protagonizou Açúcar, Amor, Plástico e Barulho, entre outros.
Nascida em Brasília, mudou-se ainda pequena para Belém do Pará, onde passou
toda a infância. Já adulta, passou a viver em São Paulo, mas foi nas
férias que passou em Recife que se identificou com o cenário de produções
locais e entrou de vez no meio audiovisual. Esse ano estreia na televisão
em A Regra do Jogo e também estrela o novo filme de Kleber
Mendonça Filho, Aquarius, ao lado de Sônia Braga.
5. Andrea Barata Ribeiro - Produtora
Sabe aquele filme brasileiro reconhecido
internacionalmente chamado Cidade de Deus? Além de Fernando
Meirelles e Paulo Morelli, Andrea também responde pela sua produção. A
produtora também esteve envolvida com diversos sucessos, como Xingu,
À Deriva, Ensaio Sobre a Cegueira e O Banheiro do Papa. Seu
primeiro trabalho foi no longa Domésticas, o Filme, em 2001.
6. Leandra Leal - Atriz e diretora
Sem dúvidas, uma das divas da nova geração.
Ela já estrelou quase 20 longas e tem uma verdadeira coleção de
prêmios. Logo em sua estreia no cinema, aos 14 anos, foi parar no Festival
de Veneza com A Ostra e o Vento, de 1997. Seu mais
recente trabalho foi no premiado O Lobo Atrás da Porta, por qual
recebeu o prêmio de Melhor Atriz. Também estrelou uma variedade de outros
filmes ("cult" e também "pra o povão), como O Homem que
Copiava, Cazuza - O Tempo Não Para, Zuzu
Angel, Éden e Nome Próprio. Sua carreira como
diretora vai começar com o documentário Divinas Divas, em
processo de finalização, que retrata famosas artistas travestis do Rio de
Janeiro dos anos 60, entre elas Rogéria e Jane Di Castro.
7. Laís Bodanzky -
Diretora, roteirista e produtora
Depois da estreia com o
curta Cartão Vermelho, de 1994, e o doc Cine Mambembe - O
Cinema Descobre o Brasil, de 1999, Laís dirigiu e roteirizou produções
como Bicho de Sete Cabeças, Chega de Saudade e As
Melhores Coisas do Mundo. Desde 2005, desenvolve junto a seu
marido, Luiz Bolognesi, o projeto Cine Tela Brasil, que faz exibições gratuitas de filmes em
São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
Regina é um dos maiores nomes da
televisão, teatro e também do cinema brasileiro. Sua carreira nas telonas
começou em 1978, como Vera Lúcia em Tudo Bem. Desde lá, deu
vida a diversas personagens em um mix de drama e comédia. Após mais de 10 anos
longe do cinema, Regina reacendeu seu lado atriz em 2014 em Rio, Eu Te
Amo e Made in China. Neste ano, protagonizou o filme de
Anna Muylaert, Que Horas Ela Volta?, e vem chamando a atenção da
mídia internacional.
Além de sobrinha de Sônia Braga, ela se tornou
"a" Alice Braga, atriz brasileira de renome internacional. Com 17
anos de carreira, carrega 20 títulos internacionais e nacionais em seu
currículo, entre eles Cidade de Deus, Muitos Homens Num Só, Elysium,
Ensaio Sobre a Cegueira, O Cheiro do Ralo, entre outros. Ela é uma das
poucas atrizes que conquistaram reconhecimento no Brasil fora das telenovelas.
Apesar de ser mais lembrada por seus
papéis na televisão, Dira começou sua carreira de atriz no cinema, em um filme
inglês chamado A Floresta das Esmeraldas (1985), filmado
em sua terra natal, Belém do Pará. Em 30 anos de carreira, já participou de 31
longas-metragens, entre eles A Festa da Menina Morta, Baixio das
Bestas, Ó Paí, Ó, Dois Filhos de Francisco, Meu Tio Matou um Cara e Amarelo
Manga. Como produtora, trabalhou em O Casamento de Louise,
Celeste&Estrela e E Aí... Comeu?.
Cinema é arte, e Renata prova isso. Desde
2003, vem assinando a direção de arte de verdadeiras obras-primas do cinema
brasileiro, entre eles Amarelo Manga, Árido Movie, Baixio das Bestas e
Tatuagem. Ela também trabalhou seu lado diretora nos filmes Amor,
Plástico e Barulho e Estradeiros, esse último
co-dirigido com Sérgio Oliveira.
* Matéria publicada originalmente no Assiste Brasil












Nenhum comentário:
Postar um comentário