terça-feira, 27 de maio de 2014

FUTUROLOGIA

Em 1931 o New York Times publicou artigos de pensadores sobre o que aconteceria nos 80 anos seguintes. Resumidamente, vejam o que algumas cabeças pensantes da época disseram:

William Ogburn: a pobreza será eliminada até 2011

O sociólogo norte-americano William Ogburn escreveu, em 1931, que 80 anos depois, a “mágica do controle remoto” seria considerada “lugar comum”. “O servo mais versátil da humanidade será o tubo de elétrons”, disse, referindo-se à televisão.
Ele fez previsões sobre o desenvolvimento social fundamentado na tecnologia. “As invenções para transporte e comunicação vão amenizar as diferenças regionais e nos nivelar. O progresso tecnológico inevitável e a abundância de recursos naturais vão garantir padrões de vida mais elevados. A pobreza será eliminada e a fome, como uma força motriz de revoluções, não será mais um perigo.”
Ogburn escreveu ainda sobre a sociedade. Ele via a família como algo que não pode ser destruído, mas apostava que esta instituição seria “menos estável” no futuro. “A taxa de divórcios será bem maior do que a de agora. A vida das mulheres será mais como a dos homens, elas vão passar mais tempo fora de casa.”
Sobre o ritmo de vida, Ogburn escreveu: “as pessoas serão mais nervosas e os distúrbios mentais aumentarão por um tempo, mas em 2011, os médicos provavelmente terão o controle da situação”.

Compton: em 2011 o mundo será uma grande vizinhança
O físico norte-americano Arthur Compton, ganhador do prêmio Nobel, foi outro a colaborar com um artigo para a edição de 80 anos do NYT. Ele escreveu também sobre o que julgava ser um fenômeno de integração mundial. “A comunicação impressa, verbal e pela televisão será muito mais comum do que é hoje, de modo que o mundo todo será como uma grande vizinhança”.
“A melhoria nas comunicações, as fronteiras nacionais perderão gradualmente sua importância. Porém, por causa das diferenças raciais, não podemos esperar uma união mundial daqui a 80 anos. Os melhores ajustes que podemos esperar para esta mudança certa é que haja uniões voluntárias de nações vizinhas sob um governo centralizado, ou de proporções continentais”, escreveu.

Michael Pupin: renda será igualmente distribuída em 2011
O físico sérvio Michael Pupin, especialista em comunicações elétricas foi outro a escrever para o New York Times sobre como o mundo seria em 2011. De acordo com o cientista, um dos grandes defeitos da humanidade em sua época era “a falta de sabedoria para distribuir de forma equitativa a riqueza criada”.

Com base nesta análise e em sua visão de mundo, ele afirmou: “pode-se profetizar seguramente que, durante os próximos 80 anos, esta civilização vai corrigir esta deficiência criando uma democracia industrial que garantirá aos trabalhadores uma parcela justa da riqueza produzida por seu trabalho”.

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