Em 1931 o New York Times publicou artigos de pensadores sobre o que aconteceria nos 80 anos
seguintes. Resumidamente, vejam o que algumas cabeças pensantes da época
disseram:
William Ogburn: a pobreza será
eliminada até 2011
O sociólogo norte-americano William Ogburn escreveu, em 1931, que 80 anos
depois, a “mágica do controle remoto” seria considerada “lugar comum”. “O servo
mais versátil da humanidade será o tubo de elétrons”, disse, referindo-se à
televisão.
Ele fez previsões sobre o desenvolvimento social fundamentado na
tecnologia. “As invenções para transporte e comunicação vão amenizar as
diferenças regionais e nos nivelar. O progresso tecnológico inevitável e a
abundância de recursos naturais vão garantir padrões de vida mais elevados. A
pobreza será eliminada e a fome, como uma força motriz de revoluções, não será
mais um perigo.”
Ogburn escreveu ainda sobre a sociedade. Ele via a
família como algo que não pode ser destruído, mas apostava que esta instituição
seria “menos estável” no futuro. “A taxa de divórcios será bem maior do que a
de agora. A vida das mulheres será mais como a dos homens, elas vão passar mais
tempo fora de casa.”
Sobre o ritmo de vida, Ogburn escreveu: “as pessoas
serão mais nervosas e os distúrbios mentais aumentarão por um tempo, mas em
2011, os médicos provavelmente terão o controle da situação”.
Compton: em 2011 o mundo será
uma grande vizinhança
O físico norte-americano Arthur Compton, ganhador do prêmio Nobel, foi outro
a colaborar com um artigo para a edição de 80 anos do NYT. Ele escreveu também
sobre o que julgava ser um fenômeno de integração mundial. “A comunicação
impressa, verbal e pela televisão será muito mais comum do que é hoje, de modo
que o mundo todo será como uma grande vizinhança”.
“A melhoria nas comunicações, as fronteiras nacionais perderão
gradualmente sua importância. Porém, por causa das diferenças raciais, não
podemos esperar uma união mundial daqui a 80 anos. Os melhores ajustes que
podemos esperar para esta mudança certa é que haja uniões voluntárias de nações
vizinhas sob um governo centralizado, ou de proporções continentais”, escreveu.
Michael Pupin: renda será
igualmente distribuída em 2011
O físico sérvio Michael Pupin, especialista em comunicações
elétricas foi outro a escrever para o New York Times sobre como o mundo seria
em 2011. De acordo com o cientista, um dos grandes defeitos da humanidade em
sua época era “a falta de sabedoria para distribuir de forma equitativa a
riqueza criada”.
Com base nesta análise e em sua visão de mundo, ele afirmou:
“pode-se profetizar seguramente que, durante os próximos 80 anos, esta
civilização vai corrigir esta deficiência criando uma democracia industrial que
garantirá aos trabalhadores uma parcela justa da riqueza produzida por seu
trabalho”.



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