ARTE – CINEMA – ídolos antigos de
Hollywood
O rei de Hollywood
William
Clark Gable nasceu em Cadiz, Ohio, a 1º de abril de 1901, filho de William H.
Gable, perfurador de poços de petróleo, de Adeline Gable, ambos de ascendência germânica.
O Clark era sobrenome da avó, quando solteira.
A ficção
segundo a qual eram de descendência neder-irlandesa, foi criada pelo
departamento de publicidade da Metro-Goldwyn- Mayer. A família da mãe, os
Hershelmans, foi parte da migração para a Pensilvânia, fugindo das perseguições
da Alemanha, que se seguiram à revolução de 1848.
O sobrenome
do pai era Goebel antes de ser anglicizado para Gable. A família Goeble tinha
vindo de terras germânicas, porém um pouco antes.
Como o
sucesso de Clark Gable atingira o pique quase ao mesmo tempo da ascenção do
nazismo, pegaria mal admitir que poderia haver uma ligação entre seus
ancestrais e a árvore genealógica de Joseph Goebells, um dos líderes do
nazismo. Daí, a conveniência do ator tornar-se holandês. E para ajudar nas
bilheterias das salas de cinemas nada melhor que torná-lo irlandês.
Muito frágil
e pelas dificuldades do parto, a mãe morreu de epilepsia, quando estava com
apenas sete meses. Até os dois anos, esteve aos cuidados dos avós maternos. O
novo casamento do pai proporcionou-lhe o primeiro lar de verdade, em Hopedale,
Ohio. A madrasta foi Jannie Dunlap, chapeleira, pessoa culta e gentil, que
criou o menino como seu filho fosse.
Mais tarde,
Clark a descreveria como um dos mais ternos seres humanos que jamais conheceu.
“Era uma mulher maravilhosa, embora eu porque eu não era o que se poderia
chamar não desse por isso, então. Sempre cuidando do que necessitasse. Deve ter
me amado muito, porque eu não era o que se poderia chamar de bem comportado.
Eram sim, bem moleque.”.
O Rei de Hollywood
Certa manhã,
nos idos de 1938, Spencer Tracy dirigia o carro indo para o trabalho na MGM. À
entrada do estúdio, teve que parar – uma multidão de admiradores e caçadores de
autógrafos que rodeava o carro de Clark Gable, interrompia o trânsito. Ninguém
tomou conhecimento de Tracy. Um tanto contrariado, mas tentando parecer
bem-humorado, o grande ator levantou-se do seu carro conversível, saldou Gable com
uma reverência e gritou: “Long live the King!” – “Viva o Rei”. Completando: “E
agora, por favor,
me deixem entrar para trabalhar”. Foi casado com a atriz Carolle Lombard, que
morreu num desastre de avião.
Campeão de bilheteria
Grande
beneficiário do escândalo que envolveu Jack Mack Brown e Marion
Davies, em 1931, no ano seguinte tinha o nome incluído entre as dez maiores
atrações do Cinema, tendo sido uma das mais duradouras presenças na famosa
lista anual dos “Top tem Money Making e Fame”, com base em escrutínio feito
entre exibidores dos Estados Unidos e do Canadá.
Da apuração
oficial – 1932 – até a última vez que seu nome constou entre os “dez maia” –
1955 -, teve dezesseis participações na lista.
Foi o
campeão absoluto de durabilidade até 1955. O recorde da Gable somente seria
superado por John Wayne, que, aparecendo na lista pela primeira vez em 1949,
nela figuraria por 25 vezes consecutivas, marca impossível de ser ultrapassada
– eterna, portanto.
Da
filmografia de Gable constam 38 filmes, número suficiente para colocá-lo entre
os atores que mais atuaram em Hollywood.
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