Arte gráfica
Publicado por diana ribeiro
O artista gráfico e
ilustrador alemão Mathias Seifarth conta com um extenso número de trabalhos classificados
como bizarros. Inspirado pelas “esquisitices e personagens estranhas do
dia-a-dia”, transforma o grotesco numa beleza bem-humorada. As suas ilustrações
convertem pessoas e animais em possíveis personagens saídas de um filme de
zombies ou de vampiros. Não tenha medo, isto é apenas arte.
Se pegarmos no dicionário, procurarmos a
palavra beleza e lermos o seu significado talvez este não se adeque ao que se
segue. Porém, também sabemos que tal como com muitas outras palavras, cada
pessoa é livre de fazer as suas próprias interpretações. E se a beleza está nos
olhos de quem a vê, quem do mais insólito gosta, bonito lhe parece.
Alemão de nascença, Matthias trabalha como
artista gráfico e ilustrador, sendo freelancer desde 2009. O próprio destaca o
seu trabalho na área editorial como sendo o seu favorito: “Quero que
seja uma ajuda fundamental para músicos e editores se destacarem no meio” .
Alguns do seus trabalhos podem ser vistos em publicações como a Rolling Stone,
J’N’C, Intro Magazine, Empty Magazine e Indie Magazine e em capas de vários
artistas: Arcade Fire e Banda Horses, por exemplo.
Das profundezas da sua mente, saltam para a
ponta dos seus dedos ideias e pensamentos obscuros inspirados no mais simples
do quotidiano. Alguma situação engraçada, um acontecimento festivo, uma pessoa
fora do comum ou um animal de que se fale. Depois, é só dar contornos à
imaginação. Transformar a sua beleza em algo grotesco, mas sem que esse mesmo
grotesco apague parte dessa beleza. Acrescentar uns dentes de fora a alguém não
é de todo má ideia - os vampiros até estão na ordem do dia. Envelhecer Wilma
Flinstone e Betty Rubble parece adequado: afinal, elas são da era da pedra.
Crianças a brincar com borboletas e morcegos? O contato com a natureza é
importante.
Embora com a sensação de que alguma criatura
perturbadora possa ganhar vida nas suas ilustrações, nelas Seifarth não deixa
de lado o bom-humor. As cores cinzenta e castanha predominam como fundo em
praticamente todas elas. Não há cores berrantes nem brilhantes para contrastar.
O mesmo género de tons usados provoca o mesmo tipo de sentimentos em relação a
cada uma. Entramos num universo macabro, com mais doses de risos que de medo.
Atualmente, Seifarth trabalha e vive em
Hamburgo.
Mais
trabalhos no site de Matthias Seifarth.







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