Notícias de Sergipe
Colaboração
de Luiz Eduardo Costa
O
cronista mais festejado de Sergipe
Tina Correia
é esposa de Ancelmo Góis, o mais lido colunista do país. Góis é leitura indispensável na ansiosidade
do mundo político, na efervescência da vida cultural, no sensível ambiente dos
negócios, e tem até potins que fazem o gosto mundano, ou seja, abarca os
diversificados ledores de papeis ou telinhas.
Mas aqui o
assunto são as estórias dessa menina, que adora, como ela confessa, o realismo
fantástico de Garcia Márquez. Por isso, de um bairro aracajuano, da vida que
através dele se espraia, dos fatos que no entorno próximo ou distante dele
acontecem, então, disso tudo, real ou imaginário faz o coquetel de ficção, da
existência e do mundo, e elabora
a sua Macondo, enxergada desde Paris,
onde Esperança, a personagem, foi levada a viver.
Essa Menina
é livro de sergipanidades de uma sergipana, que também vê o mundo do seu tempo,
com olhar percuciente de quem busca entendê-lo, sem conformar-se. E nisso, faz
o que se espera da literatura.
O livro Essa Menina já está nas livrarias,
desde ontem, sábado, quando, numa concorridíssima tarde-noite de autógrafos,
foi lançado na Livraria Escariz da avenida Jorge Amado.
O GENERAL
E O POLÍTICO
Djenal
Tavares Queiroz cujo centenário agora se comemora, foi um militar rigoroso e de
hábitos austeros. Não bebia, não fumava, acordava bem cedo e fazia exercícios
regulares. Na reserva chegou a general. E foi como general que ele se tornou
mais conhecido ao ingressar na política e chegar a vice-governador e
governador, depois de vários mandatos de deputado estadual. Homem de posições
firmemente conservadoras, apoiou o golpe civil-militar de 64, mas nunca foi
intolerante. Era, pelo contrário, um político que transitava com facilidade,
dialogando com todas as correntes ideológicas. Foi na Assembléia um líder e um
conselheiro de algumas fornadas de jovens parlamentares, entre eles, o
estreante petista Marcelo Déda. Os dois se tornaram amigos, e Déda valeu-se
muito da longa experiência parlamentar do general. Na posse de Déda no primeiro
mandato de governador, a viúva de Djenal, Dona Agda, presentou-o com uma caneta
que pertenceu ao general, e com ela Déda assinou o termo de posse.
Djenal foi
sempre uma referencia de respeito aos compromissos assumidos e de zelo com o
dinheiro público. Nessa segunda-feira, a Assembleia Legislativa faz sessão
especial assinalando o centenário do cidadão general-político, que faleceu aos
82 anos. O presidente do Legislativo, Luciano Bispo, e o presidente da Academia
de Letras, Anderson Nascimento, combinaram para que as duas instituições
fizessem, juntas, a homenagem.

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