segunda-feira, 16 de maio de 2016

AS ESTÓRIAS DESSA MENINA



Notícias de Sergipe



Colaboração de Luiz Eduardo Costa
O cronista mais festejado de Sergipe

Tina Correia é esposa de Ancelmo Góis, o mais lido colunista do país.  Góis é leitura indispensável na ansiosidade do mundo político, na efervescência da vida cultural, no sensível ambiente dos negócios, e tem até potins que fazem o gosto mundano, ou seja,  abarca os  diversificados ledores de papeis ou telinhas.


Mas aqui o assunto são as estórias dessa menina, que adora, como ela confessa, o realismo fantástico de Garcia Márquez. Por isso, de um bairro aracajuano, da vida que através dele se espraia, dos fatos que no entorno próximo ou distante dele acontecem, então, disso tudo, real ou imaginário faz o coquetel de ficção,  da  existência e do  mundo, e elabora a sua  Macondo, enxergada desde Paris, onde Esperança, a personagem, foi levada a viver.

Essa Menina é livro de sergipanidades de uma sergipana, que também vê o mundo do seu tempo, com olhar percuciente de quem busca entendê-lo, sem conformar-se. E nisso, faz o que se espera da literatura.

  O livro Essa Menina já está nas livrarias, desde ontem, sábado, quando, numa concorridíssima tarde-noite de autógrafos, foi lançado na Livraria Escariz da avenida Jorge Amado.

O GENERAL E O POLÍTICO

Djenal Tavares Queiroz cujo centenário agora se comemora, foi um militar rigoroso e de hábitos austeros. Não bebia, não fumava, acordava bem cedo e fazia exercícios regulares. Na reserva chegou a general. E foi como general que ele se tornou mais conhecido ao ingressar na política e chegar a vice-governador e governador, depois de vários mandatos de deputado estadual. Homem de posições firmemente conservadoras, apoiou o golpe civil-militar de 64, mas nunca foi intolerante. Era, pelo contrário, um político que transitava com facilidade, dialogando com todas as correntes ideológicas. Foi na Assembléia um líder e um conselheiro de algumas fornadas de jovens parlamentares, entre eles, o estreante petista Marcelo Déda. Os dois se tornaram amigos, e Déda valeu-se muito da longa experiência parlamentar do general. Na posse de Déda no primeiro mandato de governador, a viúva de Djenal, Dona Agda, presentou-o com uma caneta que pertenceu ao general, e com ela Déda assinou o termo de posse.

Djenal foi sempre uma referencia de respeito aos compromissos assumidos e de zelo com o dinheiro público. Nessa segunda-feira, a Assembleia Legislativa faz sessão especial assinalando o centenário do cidadão general-político, que faleceu aos 82 anos. O presidente do Legislativo, Luciano Bispo, e o presidente da Academia de Letras, Anderson Nascimento, combinaram para que as duas instituições fizessem, juntas, a homenagem. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário