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quarta-feira, 29 de julho de 2015

SUIÇA RICOS E POBRES




FAUSTÃO VS COMPAIXÃO




CRISE CHINESA LEVA AS MATÉRIAS-PRIMAS AOS MENORES PREÇOS EM 13 ANOS

Economia global: crise chinesa

Debilidade prejudica as cotações de produtos como ouro, ferro, soja, petróleo e cobre.
O ouro, um caso diferente: valor refúgio influenciado pelos juros

IGNACIO FARIZA, 27 JUL 2015
El PAÍS – O JORNAL GLOBAL, FACEBOOK

Produção de petróleo em Dakota do Norte / KAREN BLEIER (AFP)

O mundo desenvolvido entrou na Grande Recessão com as matérias-primas em máximos históricos e sai da crise com as commodities em níveis de mais de uma década atrás. O Bloomberg Commodity Index, que mede a variação de toda espécie de matérias-primas, do ouro, petróleo e gás natural ao milho, soja, ferro e cobre, caiu quase 11% em 2015. Diversos especialistas consultados indicam várias razões para explicar essa queda brusca – a fortaleza do dólar e a próxima elevação dos juros nos EUA –, mas estão de acordo com uma no topo da lista: os sinais de fragilidade emitidos pela economia chinesa.
“Após analisar todas as opções chegamos à inevitável conclusão de que essa mina chegou ao seu final”. Há menos de duas semanas o executivo-chefe da Kumba, um dos maiores produtores mundiais de ferro e filial da multinacional Anglo American, explicou dessa forma o fechamento da mina de Thabazimbi (norte da África do Sul) após 84 anos de atividade. Paralelamente, a 11.000 quilômetros de distância, os gestores das minas de carvão da Abel e Austar (sudeste da Austrália) anunciaram grandes cortes de pessoal e uma redução drástica de sua produção como antessala ao seu mais do que provável fechamento. As duas decisões, aparentemente desconexas, têm uma origem comum: a queda nos preços das matérias-primas.

DEPOIS DE QUATRO ANOS, SANTA TERESA (R. DE JANEIRO – BRASIL) VIVE ‘ALEGRIA TÍMIDA’ COM VOLTA DO BONDINHO

Memória

As gerações que não conhecem o bondinho vale a pena conhecê-lo. Recuperação de uma memória nacional

Júlia Dias CarneiroDa BBC Brasil no Rio de Janeiro
  

Um rapaz com macaquinho de atleta corre por Santa Teresa cumprindo etapas de um decatlo "olímpico" no canteiro de obras que virou o bairro, como "marcha sobre trilhos", "400 metros com busão" e "bike na cratera".

São cenas do vídeo Parque Olímpico de Santa Teresa, do coletivo Mídia Ninja – uma boa dose de humor e ironia para denunciar o longo suplício dos moradores de Santa Teresa, que há quase dois anos amargam uma obra sem fim com ruas abertas, sucessivos atrasos, erros de percurso e dores de cabeça diárias.
Após tanta espera, o bonde enfim volta a circular pelo bairro nesta segunda-feira, com a ativação do primeiro trecho dos trilhos em caráter preliminar. De segunda a sábado, das 11h às 16h, ele circulará do Largo da Carioca, no Centro, até o Largo do Curvelo – voltando enfim a passar por cima dos Arcos da Lapa, cartão postal que ficara vazio sem o bonde amarelinho.
Trata-se apenas de 1,7 km do total de 10,5 km de trilhos que ainda precisam ser entregues. A previsão inicial do governo do Estado era de que as obras ficariam prontas para a Copa do Mundo. Agora, nem para as Olimpíadas: na semana passada, o governador do Rio Luiz Fernando Pezão disse que a nova previsão é apenas o primeiro semestre de 2017.

terça-feira, 28 de julho de 2015

O PALÁCIO DO PLANALTO E A EDUCAÇÃO

 

Colaboração de JOSÉ MENDONÇA,
                                                                                        joseandrademendonca@hotmail.com
                                                                   é empresário, político e cronista.     

Dezessete de junho (p/p de 2015)) estive no segundo encontro na Reitoria da UFBA. Quando os universitários fizeram uso da palavra, percebi que continuam apreensivos. Falta planejamento, há recurso para educação e saúde, é só ver a carga tributária, mas, com nomeações de pessoas indicadas pela base aliada, que não estão à altura do cargo, não tem dinheiro para nada.

Estou preocupado com o momento, ouvi de um estudioso: “prefiro ser realista do que otimista”, todavia acredito que se a juventude for para as ruas com a imprensa pedir ao governo administração com planejamento e projetos integrados entre os governos federal, estaduais e municipais, tudo vai dar certo.

Empresa sem dono, administração pública sem equipe à altura, não dá certo. O dono do país é o povo. Na administração de empresa tem que gerar lucro, na administração pública administrar recurso, o que é dificílimo, grande parte dos parlamentares só vê interesses pessoais e do partido.

Quando prefeito em 2001, município com menor renda per capita do Brasil, atendi todos os setores, inclusive o social, saúde e educação. Tive que ir para as ruas com microfone dizer que a maioria dos vereadores não queria a moralidade administrativa. Em 2002, queriam me tirar da prefeitura, voltei para as ruas, se acovardaram, só assim me deixaram administrar o município. Transparência e corrupção zero.

FINLÂNDIA: PARADIGMA DA EDUCAÇÃO NO MUNDO


Colaboração de Fernando Alcoforado*

A leitura dos artigos Educating Americans for the 21st century - Why Are Finland's Schools Successful? (Educar americanos para o Século 21- Por que as Escolas da Finlândia são bem sucedidas?), publicado no website e What makes Finnish teachers so special? It’s not brains (O que faz com os professores finlandeses tão especial? Não é cérebros), publicado no website permite extrair as conclusões expostas nos parágrafos a seguir.

A Finlândia começou a remodelar seu sistema educacional a partir de 1963, quando o governo finlandês tomou a decisão de considerar a educação pública como sua melhor chance de recuperação de sua economia após a Segunda Guerra Mundial. A tese do governo finlandês era a de que o país só seria competitivo se educasse sua população. A segunda decisão importante veio em 1979, quando foi concedido aos professores o estatuto de igualdade com os médicos e advogados. Os candidatos a professores cresceram de forma vertiginosa, não porque os salários eram tão altos, mas porque sua autonomia e respeito tornaram o trabalho atraente. A transformação do sistema de ensino dos finlandeses começou há 50 anos como a força propulsora do plano de recuperação econômica do país.

O RIO ANTIGO DE GUTA




segunda-feira, 27 de julho de 2015

CURADORIA FEMINISTA. JÁ OUVIU FALAR?


Publicado em artes e ideias por Priscilla Leal

Você já ouviu falar em curadoria feminista? Antes de você concluir qualquer coisa, te convido a ler este texto e conhecer mais sobre essa tendência.

A regente Leopoldina presidindo sessão do Conselho de Estado, por Georgina de Albuquerque

Atualmente, principalmente devido aos avanços da comunicação com a internet, muito se fala do feminismo e das feministas. Alguns as acusam de radicalismo, outros não entendem o motivo de brigarem por uma causa específica “não deveríamos ser humanistas?” é o que se perguntam. Tais questionamentos surgem quando vemos na grande mídia nomes de mulheres que se destacam ou que estão no governo, por exemplo.
No entanto, não podemos deixar que casos de exceção se tornem regras. Pois, são exceções. Infelizmente, pesquisas nacionais e internacionais vêm mostrando que a igualdade de gênero ainda está longe de ser uma realidade em grande parte do mundo.
Com esse olhar mais atento, é necessário olhar o mundo das artes.
O discurso padrão e imediato é o de que o gênero do artista não importa quando se vai avaliar uma obra de arte, afinal é a obra que está em foco. Porém, a história da arte nos mostra que não é bem assim que as coisas aconteceram.

HOPALONG CASSIDY

Filme e Histórias em Quadrinhos

O herói dos filmes “B” da Hollywood da década de 40

Hopalong Cassidy é um cowboy fictício criado em 1904 por Clarence E. Mulford, que escreveu vinte e oito romances populares sobre o personagem até 1941. Outros quatro foram escritos por Louis L'Amour. Em 2005 foram publicadas novas histórias pela escritora Susie Coffman. Mas o personagem é mais conhecido pelos sessenta e seis faroestes B, todos interpretados pelo ator William Boyd, produzidos entre 1935 e 1948.
O herói foi capa das revistas Look, Life e Time.

Pôster do filme The Eagle's Brood (1935)

NOELAQUEBEC



A DITADURA DO TEXTO DRAMÁTICO E ESTRANGEIRO

 

Sou paulistana, escritora, bacharel em Cinema, professora universitária e doutora em Comunicação e Semiótica. Entre meus livros estão "Como identificar e se livrar de um babaca: Guia de sobrevivência feminina, "Hispanismo e erotismo: O cinema de Luis Buñuel", "O cinema da paixão: Cultura espanhola nas telas" e "Sociologia da Educação", indicado ao Jabuti 2013. Defendo a ideia de que filmes inteligentes e críticos podem estimular a longo prazo novas atitudes, pensamentos e sentimentos.

PUBLICADO EM ARTES E IDEIAS POR SÍLVIA MARQUES

A profundidade pode ser encontrada em qualquer gênero. A inteligência e sensibilidade não são exclusividades do drama. É triste ver que um preconceito medieval permanece nos dias atuais. Na Idade Média o humor era visto como satânico porque leva a muitas leituras, muitas interpretações.

A FORÇA DAS INSTITUIÇÕES

 
 Por Joaci Góes

Nas circunstâncias mais adversas, é preciso ter frieza e sensibilidade para identificar o que de positivo vem embutido nelas. Essa saudável prática conduz a resultados surpreendentemente positivos, como sabem os pesquisadores, que arrolam esses inesperados achados na poderosa categoria das denominadas serendipitias. 
Estamos convencidos de que do bojo do tenebroso escândalo do Lava Jato o Brasil sairá enriquecido com o muito que ganhará com algumas lições fundamentais.
A primeira é a de que a condução, pelo Estado, de atividades que podem ser operadas pelo setor privado conduz, mais cedo ou mais tarde, à ineficiência e à improbidade. 
A segunda é que o discurso populista de prometer o céu na terra, leva ao desastre que tem vitimado povos infelizes, como o cubano, o venezuelano, o equatoriano e os demais do gênero. A Grécia, berço da Civilização Ocidental, é a vítima mais conspícua desse voluntarismo aloprado e despreparado.

AS 7 LIÇÕES DE LIDERANÇA DO PAPA FRANCISCO

Publicado em sociedade por Dom Hildebrando

Muito além da religião, Francisco nos trouxe uma nova perspectiva de liderança, mostrando a cada dia com suas palavras e principalmente com atitudes transformadoras que o exercício da liderança pode ser mais simples do que se parece quando temos humildade para servir e boa vontade com o outro.


Em março de 2013, após uma eleição histórica, o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio se torna o 266º Papa da Igreja Católica, em substituição ao papa emérito Bento XVI. Além de ser o primeiro latino-americano e também o primeiro jesuíta, Bergoglio adotou um nome nunca antes usado por um papa: Francisco.
Muito além de questões religiosas, essa não se trata de uma análise pautada em dogmas ou na reprodução de uma corrente ideológica. O objetivo é trazer valorosas lições de liderança que podem ser aplicadas ao nosso dia-a-dia e incentivadas através da figura de um dos homens mais influentes do mundo: Francisco, o sacerdote que é Papa nas horas vagas.
1. Seja Simples

sábado, 25 de julho de 2015

UM ENIGMA A SER DESVENDADO



Colaboração assinada por um frequentador deste Blog que, no entanto, pediu que omitíssemos seu nome

Confesso a vocês que estou angustiado na tentativa de solucionar um enigma e não consigo. Certo de que todos você são mais inteligentes do que eu, por favor me ajudem. Acompanhem meu raciocínio a seguir: 
– Os petistas dizem que tudo que está acontecendo atualmente no Brasil é culpa das ELITES que querem destruir o PT, porque este vem protegendo os pobres e miseráveis. Todas as doações de campanha foram legais.  Indaga-se: que elites? 
– Não pode ser a elite dos banqueiros, pois nunca antes na história deste país os bancos tiveram tão elevados lucros (consultem-se seus balanços); 
– Também não pode ser a elite dos intelectuais. Por natureza, seus membros são desunidos e, no máximo, escrevem livros e artigos de jornais, mas são incompetentes na mobilização das massas. 

JACEK YERKA




O BRASIL DE ARY BARROSO E CAZUZA

Música popular brasileira


Publicado em musica por Francisco Ladeira, é
Especialista em Ciências Humanas: Brasil, Estado e Sociedade pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), articulista do Observatório da Imprensa e professor de Geografia do Colégio Conexão em Barbacena, MG.

No presente texto destaco duas composições (quase homônimas) que marcaram peremptoriamente suas respectivas épocas: Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, composta no final da década de 1930; e Brasil - de Cazuza, Nilo Romero e George Israel - lançada durante os anos 1980. 


É inegável o valor artístico e cultural da música brasileira. Não se trata de chauvinismo, mas poucos povos podem se lisonjear da variedade de ritmos, da riqueza melódica e da alta qualidade de suas produções musicais. Estes e outros motivos fazem da música produzida no Brasil uma das mais respeitadas e admiradas do planeta. Poucas nações têm entre seus maiores músicos nomes como Tom Jobim, Noel Rosa, Cartola, Luiz Gonzaga e Baden Powel. Enfim, a lista é imensa e não caberia aqui. Uma das principais características da música brasileira é retratar fielmente o contexto histórico no qual o país atravessa. Sendo assim, é quase impossível não ouvir O Bêbado e a Equilibrista, de João Bosco e Aldir Blanc, e não se lembrar da Anistia de 1979; difícil também não associar a música Coração de Estudante, de Milton Nascimento e Wagner Tiso, ao surgimento da Nova República e à morte do ex-presidente Tancredo Neves; ou falar em Ditadura Militar sem mencionar algumas canções de Chico Buarque, Gonzaguinha e Geraldo Vandré, entre outros.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

COLORS OF THE WORLD




A POLÊMICA

Literatura/conto 


Conto de Artur Azevedo
(foi observada a ortografia original)


O Romualdo tinha perdido, havia já dois ou três meses, o seu lugar de redator numa folha diária; estava sem ganhar vintém, vivendo sabe Deus com que dificuldades, a maldizer o instante em que, levado por uma quimera da juventude, se lembrara de abraçar uma carreira tão incerta e precária como a do jornalismo.
Felizmente era solteiro, e o dono da "pensão" onde ele morava fornecia-lhe casa e comida a crédito, em atenção aos belos tempos em que nele tivera o mais pontual dos locatários.
Cansado de oferecer em pura perda os seus serviços literários a quanto jornal havia então no Rio de Janeiro, o Romualdo lembrou-se, um dia, de procurar ocupação no comércio, abandonando para sempre as suas veleidades de escritor público, os seus desejos de consideração e renome.
Para isso, foi ter com um negociante rico, por nome Caldas, que tinha sido seu condiscípulo no Colégio Vitório, a quem jamais ocupara, embora ele o tratasse com muita amizade e o tuteasse, quando raras vezes se encontravam na rua.
O negociante ouviu-o, e disse-lhe:

BAIRROS DE DUBAI