Mundo: saúde
Jean Todt,
presidente da FIA, comenta a suposta piora do estado do piloto alemão
Madri, Para El País – O JORNAL
GLOBAL
Michael Schumacher. Schumacher em 2012. CLIVE MASON (GETTY IMAGES) / QUALITY
Michael Schumacher, sete
vezes campeão mundial da Fórmula 1, “está travando a batalha mais importante de
sua vida”, afirmou Jean Todt, presidente da Federação Internacional de
Automobilismo (FIA), na Sicília, onde se encontra por ocasião da prova de
resistência de Targa Florio. Todt foi questionado a respeito de uma informação
divulgada pelo portal norte-americano News Everyday segundo
a qual apenas um milagre seria capaz de promover a recuperação do piloto. As
especulações sobre o estado de Schumacher são ininterruptas desde o acidente
que ele sofreu dois anos atrás e diante do bloqueio de informações imposto pela
família sobre o assunto.
Já se passaram mais de dois anos do acidente que Michael Schumacher sofreu na estação alpina de Méribel
(França), em 29 de dezembro de
2013. Naquele domingo, Schumi deixou o seu chalé por volta das 11h acompanhado
de Mick, seu filho. Embrenhou-se por um caminho fora da pista e à certa altura
perdeu o controle de seus esquis, precipitando-se de cabeça contra uma pedra. O
choque provocou lesões irreversíveis no piloto mais premiado da história da
Fórmula 1. Desde então, as informações divulgadas sobre a vida do alemão têm
sido confusas.
Em fevereiro passado, Luca Cordero De
Montezamolo comentou que a saúde do campeão havia piorado. “Tenho notícias sobre ele, e infelizmente elas não são nada boas”, disse na ocasião. Agora, Todt volta a
confirmar as informações da News Everyday.
O portal norte-americano, que cita o britânico Express (o portal do The
Daily Express), afirma
que os avanços no sentido da recuperação do piloto são “dolorosamente lentos” e
que “não se vislumbra nenhum milagre no horizonte”. A fonte citada
originalmente pelo jornal britânico destaca que Schumacher não consegue falar,
“reconhece de forma limitada” as pessoas e não pode se levantar.
Michael
Schumacher é assistido permanentemente por uma equipe de 15 profissionais,
assessorados por Jean François Payen, que fez a cirurgia de retirada dos
coágulos
sanguíneos depois do acidente sofrido pelo piloto em 29 de dezembro de 2013.



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