Mundo/Arquitetura
Banco Nacional da Dinamarca, Copenhague
A sede do Banco Nacional da
Dinamarca teve que dar um giro de 180 graus antes de ser construída, já que por
motivos de segurança a entrada teve que ser orientada em direção à fachada sul
e não para o norte, como foi originalmente projetado pelo arquiteto Arne
Jacobsen. O hall principal é dominado por esta escadaria suspensa por barras de
ferro forjado e vidro, uma obra-prima da arquitetura contemporânea na qual
funcionalidade, leveza, escala e uso de materiais se unem para provocar uma
emoção autêntica em quem a observa. Sua construção data de meados dos anos
sessenta. Cada um dos elementos que a compõem é pintado de uma cor diferente,
ressaltando sua função: vermelho para os cabos de sustentação, cinza para os 90
degraus e branco para a estrutura. Na base, estão seis poltronas cisne,
mobiliário também assinado pelo genial Arne Jacobsen.
Bom Jesus, Braga, Portugal
A igreja de Bom Jesus de Braga,
em Portugal, é um santuário aonde milhares de pessoas peregrinam a cada ano.
Para chegar até ela é preciso subir as monumentais escadas que se cruzam,
superando um desnível de mais de 100 metros. Essa escadaria, que data do século
XVIII, se divide em seções, cada uma dedicada a um sentido segundo a simbologia
de diferentes fontes de água. A boa notícia é que não é preciso subir por elas,
pois existe um funicular que facilita o acesso até a igreja. Além do templo, no
topo também há um belo jardim.
JOHN HARPER/GETTY
Museus Vaticanos, Cidade do Vaticano
Esta escada em espiral dos Museus
Vaticanos foi construída em 1932 por Giuseppe Momo. Acima da estrutura, uma
roseta octogonal de vidro permite a entrada da luz natural. Sua dupla hélice
com duas rampas faz com que pareça mais longa. Os Museus Vaticanos também
abriram outra escadaria famosa, mas fechada ao público, que costuma ser
confundida com esta. Trata-se da criação de Donato Bramante, que viveu entre os
séculos XV e XVI, e na qual Momo se inspirou.
MIGUEL ANGEL GARCIA/GETTY
Templo de Kukulkán, Chichen Itzá, México
Quatro fachadas, cada uma com sua
escadaria central, formam uma das maravilhas do mundo, a pirâmide de Kukulkán,
na cidade mexicana de Chichen Itzá. Esta construção maia do século XII
representa um calendário agrícola. Ao lado de uma das escadas está representada
a serpente emplumada, o deus Kukulkán. Nos equinócios de primavera e de outono,
o sol brinca com as escadarias, desenhando o contorno do réptil e simulando sua
movimentação. Atualmente, a subida ao topo está proibida para preservar o
monumento.
THOM LANG/GETTY
Livraria Lello, Porto, Portugal
A beleza destas escadas
conquistou fama mundial quando virou cenário da saga Harry Potter (a autora, J.
K. Rowling, morou no Porto, dando aulas de inglês, antes de se tornar uma
estrela da literatura juvenil). Classificada como monumento de interesse público,
a escadaria fica no interior da livraria Lello. Há dois anos, o local passou a
cobrar 3 euros (12 reais) de entrada, já que seus donos não conseguiam mais dar
conta da grande quantidade de turistas.
G&M THERIN-WEISE
Casa della Memória, Milão, Itália
Diferentes associações dedicadas
à preservação da memória histórica da Itália se uniram sob este edifício
idealizado pelo escritório Baukuh. Um prisma de 17 metros de altura forma a
estrutura. A fachada é coberta por rostos humanos em azulejos que contrastam
com o interior moderno. Um elemento chama a atenção no espaço: uma gigantesca
escadaria amarela que conecta o hall multidisciplinar com os escritórios e a
biblioteca, que formam o coração do prédio. A Casa della Memoria foi inaugurada
em 24 de abril de 2015, quando Milão comemorou 70 anos do fim do fascismo.
STEFANO GRAZIANI
“O Tigre e a Tartaruga”, Duisburgo, Alemanha.
“O Tigre e a Tartaruga” é uma
estrutura ao ar livre que pode ser visitada na cidade de Duisburg, no oeste da
Alemanha. Seu nome faz alusão à relação entre o movimento e o repouso evocados
por suas formas de montanha russa. Seus autores, Heike Mutter e Ulrich Genth,
realizaram esta peça em aço para recordar o passado industrial da região. À
noite, dezenas de luzes LED que percorrem a estrutura se acendem. O visitante
pode passar por ela para admirar a paisagem, com o rio Reno ao fundo, de uma
altura de 45 metros.
WERNER J. HANNAPPEL
Castillo de Chambord, França.
Enquanto uma pessoa sobe por esta
escada não correrá o risco de topar com outra que desça, já que a estrutura
conta com uma hélice dupla. Mas, mesmo que não se encontrem, os visitantes
podem se ver através das pequenas janelas que há entre ambas, o que cria a
ilusão de estar em uma mesma escadaria. Suspeita-se que este projeto, assim
como grande parte do castelo de Chambord (do século XVI), onde está localizado,
em plena rota do vale do Loire, pode ter sido obra de Leonardo da Vinci. Ou
pelo menos o rei Francisco I a encomendou se inspirando no trabalho do mestre
italiano.
GETTY IMAGES
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