Brasil: cidade
No dia de
hoje, a cidade também batizada
de Loira Desposada do Sol pelos versos do poeta Paula Ney, completa 290 anos de vida.
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Fortaleza é um município brasileiro, capital do estado do Ceará,
situado na região Nordeste do país. Pertence à mesorregião Metropolitana de Fortaleza e
à microrregião de Fortaleza.
Distante 2 285 km de Brasília, capital federal, a cidade desenvolveu-se
às margens do riacho Pajeú, e sua toponímia é uma alusão ao Forte Schoonenborch, o qual deu origem ao município, construído
pelos holandeses durante sua segunda permanência no local, entre 1649 e 1654. O lema de
Fortaleza, presente em seu brasão, é a palavra em latim Fortitudine, que,
em português, significa "força, valor,
coragem".
Está localizada no litoral Atlântico, a uma altitude média de dezesseis metros, com 34 km de
praias. Fortaleza possui 314,930 km² de área e 2 591 188
habitantes estimados em 2015, além da maior densidade demográfica entre as capitais do país, com
7 786,4 hab/km². É a maior cidade do Ceará em população e a quinta do Brasil. A Região Metropolitana de Fortaleza é a sexta mais populosa do Brasil e a
primeira do Nordeste, com 3 985 297 habitantes em 2015. É a cidade
nordestina com a maior área de influência regional e possui a terceira maior rede urbana do Brasil em população, atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Fortaleza foi em 2012 a décima cidade
mais rica do país em PIB e primeira do Nordeste, com 43 bilhões
de reais . Possui, ainda, a terceira região metropolitana mais rica das regiões
Norte e Nordeste. É importante centro industrial e comercial do Brasil, com o
oitavo maior poder de compra municipal da nação. No turismo, a
cidade alcançou as marcas de segundo destino mais desejado do Brasil e quarta
cidade brasileira que mais recebe turistas de acordo com o Ministério do Turismo. É
sede do Banco do Nordeste, da Transnordestina Logística e do DNOCS.
A BR-116, a
mais importante rodovia do país, começa em Fortaleza. O município faz parte
do Mercado Comum de Cidades do Mercosul.
Batizada de Loira Desposada do Sol pelos
versos do poeta Paula Ney, a metrópole cearense é a terra natal de
brasileiros de grande renome como o ex-presidente Castelo Branco e Dom Hélder Câmara, assim como Capistrano de Abreu, Casimiro Montenegro Filho, José de Alencar, Karim Aïnouz, Maurício Peixoto e Rachel de Queiroz. É a capital brasileira mais próxima da Europa, a
5 608 km de Lisboa, em Portugal.
Antes da deriva continental, a área onde Fortaleza surgiu era contígua à
da cidade de Lagos, no Golfo da Guiné, na Nigéria. O atual litoral das duas cidades surgiu há 150
milhões de anos, no Jurássico Superior. A evolução geológica provocou o
surgimento de grandes dunas e tabuleiros no litoral da região. Estudos indicam
que os primeiros seres humanos a habitarem esse território podem ter chegado há
cerca de 2 000 anos. Aproximadamente até o ano 1 000, a região era
dominada pelos índios tapuias. Nessa época, tais índios foram expulsos para o
interior do continente pelos índios tupis procedentes
da Amazônia. É de origem tupi o povo indígena mais característico do território
litorâneo que hoje é Fortaleza, o potyguara, retratado pelos romances indianistas de cearenses.
Antes das explorações do Império Português, houve duas passagens de espanhóis pelo litoral da atual Fortaleza. Os
navegadores Vicente Yáñez Pinzón e Diego de Lepe desembarcaram nas costas cearenses antes da
viagem de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, em 1500. Pinzón chegou
ao cabo que se acredita ser o Mucuripe e Lepe aportou na barra do rio Ceará. Tais descobertas de território não puderam ser
oficializadas em decorrência do Tratado de Tordesilhas, de 1494. A chegada de Pinzón ao Mucuripe
foi, entretanto, considerada um dos possíveis pontos de descobrimento
pré-cabralino do país.
O início da ocupação do território que viria a ser
Fortaleza se deu entre os anos de 1597 e 1598. Nesse período, um ramo da etnia
potyguara que habitava a região ao redor do Forte dos Reis Magos migrou e se estabeleceu na região entre
as margens do rio Cocó e rio Ceará, tendo ao fundo as serras da Aratanha e de Maranguape. A partir de 1603, os portugueses
iniciaram as tentativas de conquista e colonização do local. Pero Coelho de Sousa aportou na foz do rio Ceará e, às
margens, ergueu o Fortim de São Tiago,
batizando o povoado que lá se formou de Nova Lisboa e a área de Nova Lusitânia.
Porém, em decorrência da seca de 1605-1607 e da resistência indígena, a
primeira tentativa lusitana de conquista do então Siará Grande resultou em
fracasso. Outro português, Martim Soares Moreno, chegou em 1613, recuperando e ampliando o
Fortim de São Tiago e rebatizando-o como Fortim de São Sebastião. No ano de
Teatro José de Alencar
1631, holandeses tentaram tomar o Forte de São Sebastião, mas essa
ação, conjunta com os índios potyguara, não foi bem sucedida. Em 1637, houve a
tomada holandesa do forte, outro trabalho conjunto com o grupo indígena. Em
1644, o Forte São Sebastião foi destruído por nativos em rebelião. Os
holandeses foram mortos ou expulsos.
Fortim de São Sebastião Forte de São Sebastião -
Gravura do livro
do holandês Arnoldus
Petrus- ano 1673.
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Primeiro desenho de Fortaleza, de
1726, no período de instalação da Vila de Fortaleza do Siará Grande.
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Em 1649, deu-se o segundo período de domínio
holandês do Siará. Com uma nova expedição, antes negociada com os indígenas,
foi construído, no monte Marajaitiba, às margens do riacho Pajeú, o Forte
Schoonenborch, considerado o marco inicial do desenvolvimento de Fortaleza e da
sua história, cujo responsável foi o comandante holandês Matias Beck. Em 1654, com a retirada dos batavos, novamente expulsos pelos lusos, a construção foi
rebatizada de Forte de Nossa Senhora da Assunção. À época, Fortaleza era
modesta economicamente, mantida pela pecuária e charque, atividade que, no final do século, levou ao desbravamento
dos sertões cearenses. A
exploração rendeu episódios violentos de
resistência indígena, que, derrotados, eram enviados a aldeamentos, como os de Soure/Caucaia, Arronches/Parangaba,
Messejana/Paupina, e Monte-mor-novo/Baturité. Em 13 de abril de 1726, o
povoado do forte foi elevado à condição de vila,
tornando-se a segunda do estado. À época, Aquiraz, a primeira, de 1713, era considerada o centro
econômico do Ceará, e Fortaleza, o centro político. Em 1799, a Capitania do Ceará foi desmembrada da Capitania de Pernambuco e Fortaleza foi escolhida capital. No
ano seguinte ao da Independência do Brasil, Dom Pedro I transformou a vila em cidade de Fortaleza de
Nova Bragança.
Planta de Adolpho Herbster de
1888 e traçado xadrez de Silva Paulet.
O episódio dos jangadeiros e do
Dragão do Mar no Porto de Fortaleza foi
um dos marcos do Movimento Abolicionista Cearense, cujo pioneirismo rendeu
homenagens de intelectuais como José do Patrocínio e o francês Victor Hugo.
No século XIX, Fortaleza angariou a liderança
urbana no Ceará, ultrapassando Aquiraz e Aracati. Ao final do período, era um dos oito principais
centros urbanos do país, fortalecida pela cultura do algodão, que, no fausto, foi o principal elemento de elevação econômica do município, explorado para atender as
fábricas da Revolução Industrial. Como cidade prioritária em investimentos do
governo da província e com a vinda de sertanejos do interior, em fuga das constantes secas, a
cidade cresceu rapidamente, dotando-se de crescente infraestrutura e passando a
assimilar valores, costumes e padrões sociais e estéticos alinhados aos das
grandes metrópoles ocidentais, mas também a assistir ao surgimento dos subúrbios e de seus decorrentes problemas sociais.
Com a transformação da cidade em centro regional de
exportação e com o aumento das navegações diretas à Europa, foi
construída, em 1812, a Alfândega de Fortaleza. Silva Paulet desempenhou importante papel na
evolução estrutural da cidade, erguendo obras como a Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, em 1812, no local do que restou do Forte de Nossa
Senhora da Assunção, e o Passeio Público, em 1820, além de ter sido o autor do
primeiro plano urbanístico da cidade, de 1812. Em 1824, a Fortaleza se agitou
com os revolucionários da Confederação do Equador, assistindo a episódios sangrentos, como as
execuções de Padre Mororó e Pessoa Anta, além do enforcamento e fuzilamento de tantos
outros revolucionários.
Especialmente na segunda metade do século, em
decorrência da fértil era do algodão, a cidade foi tomada por um grande período
de desenvolvimento urbano e construção de equipamentos marcantes, tais como o
Liceu do Ceará e o Farol do Mucuripe em 1845, Santa Casa de Misericórdia em
1861, Seminário da Prainha em 1864, sistema de abastecimento de água em 1866,
Biblioteca Pública em 1867, a Cadeia Pública em 1870, além da Rede de Viação Cearense, do Porto de Fortaleza na Ponte Metálica, de fábricas têxteis, centros intelectuais e
veículos de comunicação, por exemplo. O período foi marcado como a belle
époque de Fortaleza, representando um tempo de consagração econômica
que se refletia em áreas como arquitetura, cultura e produção intelectual.
Para disciplinar o crescimento da cidade, Adolpho
Herbster deu continuidade ao esquema de planejamento urbano concebido por Silva Paulet em 1818,
característico pelo traçado de vias em xadrez, e, inspirado pelas reformas
operadas em Paris pelo Barão Haussman, desenhou a Planta Topográfica da Fortaleza
e Subúrbios, em 1875, marco definitivo do urbanismo municipal.[24] Nas
décadas de 1870 e 1880, surgiram e se fortaleceram o Movimento Abolicionista Cearense e os ideais republicanos que culminaram na libertação dos escravos no
Ceará, em 25 de março de 1884,
quatro anos antes da Lei Áurea. O principal evento da causa abolicionista
cearense ocorrido na capital foi o levante popular, entre os dias 27 e 31 de janeiro de 1881,
protagonizado pelos jangadeiros liderados por Dragão do Mar, que findou o tráfico de escravos na capital,
alimentando o ímpeto libertário estadual e nacional. Os intelectuais do
movimento literário da Padaria Espiritual, surgido em 1892, muito contribuíram
para a difusão de ideias progressistas em Fortaleza. Já no final da década, com
a Proclamação da República, a oligarquia de Nogueira Acioly deu início ao seu período de domínio do
Ceará, notória pela corrupção, impunidade dos crimes nos sertões e controle de
massa.
.
Praça do Ferreira na década de 20.
Sistema de bondes de Fortaleza
na década de 1930, na rua Floriano Peixoto.
No século XX, continuou-se em Fortaleza o
crescimento populacional e estrutural vertiginosos. Em 1909, foi criado o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Em 1911, iniciaram-se as obras do primeiro
sistema de esgoto da capital, que começou a funcionar em 1927. Já em 1913,
deu-se o uso de luz e bondes elétricos na cidade. Em 1912, estourou a maior revolta
popular de Fortaleza, quando setores populares e opositores movimentaram-se
pela retirada do Clã Accioly do poder. As manifestações, que aconteciam desde o
ano anterior, chegaram ao estopim no dia da Passeata das Crianças, em 21 de
janeiro. Milhares de pessoas acompanharam centenas de crianças serem espancadas
e até mesmo mortas pela polícia. A população pegou em armas e, após dias de
guerra, Nogueira Accioly renunciou em 24 de janeiro. Assumiu em seu lugar o
apoiado pelo povo, Franco Rabelo, que, em 1914, foi deposto pelos revoltos da Sedição de Juazeiro.
Em 1936, o povo da capital escolheu seu primeiro
representante municipal, Raimundo de Alencar Araripe. Entre 1943 e 1945, a Segunda Guerra Mundial entrou no contexto de Fortaleza, que sediou
o Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a
Amazônia e duas bases
das Forças Armadas dos Estados Unidos. Em 1954, foi criada a primeira universidade na
cidade, a Universidade Federal do Ceará, então denominada Universidade do
Ceará, e inaugurado o Porto do Mucuripe.
Nas décadas de 1950 e 1960, regiões mais distantes
do Centro passaram a ser massivamente ocupadas.
Bairros como Jacarecanga deram lugar ao Meireles e à Aldeota no abrigo às elites, ao
passo que, com o crescimento urbano desordenado, o desenvolvimento das favelas e a falta de estrutura pública para as faixas mais pobres tornavam-se cada vez mais notórios. Em 1963,
teve-se a construção da Avenida Beira Mar. Nesse período, a faixa litorânea da cidade
começou a se fortalecer enquanto importante espaço para a exploração turística. Bairros como o Praia de Iracema, dotados de grande infraestrutura cultural,
tornaram-se redutos da boemia. Ao final dos anos 1970, Fortaleza começou a
despontar como um dos maiores polos industriais do Nordeste com a implantação do Distrito Industrial de Fortaleza e a movimentação na zona portuária do
Mucuripe, com suas indústrias de pesca, moinhos de trigo, fábricas de asfalto e áreas de refino de petróleo. O período do Regime militar no Brasil coincidiu com o de crescimento célere e
desordenado da cidade que, em 1973, tornou-se centro de uma metrópole. A insatisfação popular diante da eclosão de
problemas sociais decorrentes da multiplicação populacional resultou, com a
volta das eleições livres e diretas, na eleição da primeira mulher prefeita de
uma capital de estado brasileiro, Maria Luiza Fontenele, também a primeira prefeitura comandada por
um partido de esquerda no país.
No final do século XX, as administrações dos
prefeitos Juraci Magalhães e Antônio Cambraia, realizaram diversas mudanças estruturais na
cidade, com a abertura de grandes vias, significativo investimento em saúde, a
construção do novo Mercado Central de Fortaleza, a criação de novos espaços
culturais e a Ponte sobre o rio Ceará, ligando a capital ao município de Caucaia pela via da Costa do Sol Poente. Já no
período da chamada Geração Cambeba, capitaneada por Tasso Jereissati e Ciro Gomes, fez-se pesado investimento em infraestrutura
turística, transformando a cidade de Fortaleza e demais pontos de exploração do
estado em sólidos destinos regionais e nacionais do setor.
Fortaleza em 2014, com a Serra da Aratanha e parte da Serra de Maranguape ao fundo.
O litoral de Fortaleza tem extensão de 34 quilômetros,
com um total de quinze praias. Tem como limites a foz dos rios Ceará,
ao norte, e Pacoti, ao sul. A Praia da Barra do Ceará, localizada na foz do rio
de mesmo nome, detém significante importância para a história da cidade, pois
foi onde o açoriano Pero Coelho de Sousa construiu a primeira
fortificação da história do município. Na Praia de Meireles, há a avenida Avenida Beira Mar, que se estende até o Mucuripe. Nela, está a
principal concentração de hotéis de luxo da cidade. O clube Náutico Atlético Cearense é um dos marcos da região, em frente ao
qual acontece, todos os dias, Feira de Artesanato da Beira-Mar. A Volta da
Jurema é o local mais nobre do litoral de Fortaleza, onde é possível
embarcar em passeios de veleiro e iate pelo mar da cidade, por meio dos quais
são percorridos outros pontos importantes da orla, como o Cais do Porto e o Parque Eólico da Praia Mansa.
O bairro do Mucuripe é famoso por sua comunidade de
pescadores e pela composição de Belchior que retrata o ethos do
jangadeiro e da jangada enquanto símbolos do Ceará. Há na
região, ainda, um movimentado mercado de peixes e mariscos e a mais antiga
estátua de Iracema e Martim da cidade, inaugurada em 1965. Logo
após a Ponta do Mucuripe, está a Praia do Titãzinho, que é famosa por ser o
principal local para a prática do surfe na cidade e por ser celeiro de talentos
nacionais do esporte, tetracampeã brasileira. A Praia do Futuro é outro famoso ponto da orla de Fortaleza,
com uma longa extensão ocupada por robusta estrutura turística, sobretudo
barracas de praia e restaurantes especializados em frutos do mar, considerada
uma das cinco praias mais movimentadas do Brasil. Já o Parque Estadual
Marinho da Pedra da Risca do Meio, cerca de 10 milhas náuticas, ou 50 minutos,
distante do Porto do Mucuripe, é reconhecido como um dos melhores lugares do
país para a prática do mergulho.
No início da década de 2000, dentre as capitais do
Nordeste, Fortaleza possuía o terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB), sendo
superada por Recife e Salvador.[117] Estimava-se
que, em 2011, Fortaleza teria o maior PIB da região, de acordo com o aumento
nominal que vinha ocorrendo nos últimos anos; porém isso aconteceu em 2010,
quando a economia da capital cearense cresceu mais de 5 bilhões de reais,
alcançando um PIB de R$ 37,1 bilhões e superando expectativas. Em 2012, o PIB
de Fortaleza alcançou o valor de 43,4 bilhões de reais, o que consolidou o
município como o mais rico da região Nordeste, o décimo do país e
o oitavo entre as capitais. No mesmo ano, o valor de impostos sobre
produtos líquidos de subsídios a preços correntes era de R$ 6 612 822 000, e o
PIB per capita do município, de R$ 17 359,53. A pujante
economia da cidade é refletida no poder de compra, o oitavo maior do pais, com
potencial de consumo estimado em 42 bilhões de reais em 2014.
A principal fonte econômica do município está
centrada no setor terciário, com seus diversificados segmentos de
comércio e prestação de serviços. Em seguida, destaca-se o setor secundário, com os complexos industriais. Em 2012,
a porcentagem de contribuição de cada setor para a economia municipal era de
0,07%, 15,8% e 68,8% dos setores primário, secundário e terciário,
respectivamente. A riqueza da capital deve-se em boa parte às atividades
provenientes de toda a região metropolitana, cuja economia é a terceira mais
forte das regiões Norte e Nordeste e cuja população é de quase quatro milhões
de habitantes. Em 2012, a cidade possuía 69 605 unidades e 64 674 empresas e estabelecimentos comerciais atuantes, além
de um montante de 873 746 de pessoal ocupado e 786 521 pessoas
assalariadas. Salários, juntos com outros tipos de remuneração,
somavam 17 103 562 reais e o rendimento médio do município era de 2,7 salários mínimos.
Fortaleza é um dos maiores destinos turísticos do
país. Segundo o Ministério do Turismo, a
capital cearense é o segundo destino mais desejado do Brasil e o quarto que
mais recebe visitantes. Grandes portais internacionais de turismo e viagens,
como o TripAdvisor, e instituições nacionais, como a Associação Brasileira de Agências de Viagens, têm apontado a cidade como uma das melhores
e mais procuradas do país.[142] [143] A vocação turística da cidade tem estimulado
o crescimento de robusta estrutura hoteleira e principalmente de
entretenimento, com destaque para barracas de praia, lojas de artesanato,
parques aquáticos, clubes, boates e casas de shows, além de ser responsável
pelo desenvolvimento de projetos como o Acquario Ceará, terceiro maior aquário
do mundo, em construção na orla da cidade.
Atrações como o parque temático Beach Park, localizado na Grande Fortaleza, a Avenida Beira
Mar e seus bares, restaurantes e clubes de música, as praias do Futuro e
Iracema e o Pirata Bar têm colocado Fortaleza entre os
destinos brasileiros preferidos por europeus. Entre os maiores emissores
de turistas estrangeiros para a capital cearense, estão Itália, Estados Unidos,
Alemanha, França e Portugal. A cidade dispõe de dezenas de consulados e
representações diplomáticas que dão assistência ao turista estrangeiro.
Fortaleza tem se desenvolvido, ainda, como
emergente eixo de turismo de eventos e de negócios brasileiros. Equipamentos como Centro de Convenções de Fortaleza e o Centro de Eventos do Ceará, segundo maior do Brasil e da América
Latina, têm dando novo destaque à cidade por meio da atração de grandes
feiras, congressos, conferências, palestras, seminários, exposições, shows e
encontros nacionais e internacionais. A partir desse novo nicho turístico
explorado, Fortaleza sediou a Sexta cúpula do BRICS.
Ponte dos Ingleses
O desenvolvimento turístico de Fortaleza é
promovido não só pela atração de eventos, mas também pela consolidação da
agenda de acontecimentos e festividades da cidade, como o Carnaval e seus cortejos de Maracatu, as festas juninas, o Fortal,
considerado a maior micareta indoor e maior festa de
carnaval fora de época do país, e o Ceará Music, festival de pop rock e música eletrônica Outro popular e tradicional evento da
cidade, sobretudo entre jovens e tribos, é o SANA, um
dos maiores eventos brasileiros de cultura japonesa.




















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