Mundo/arquitetura
Castillo de Hartnefels, Alemanha
Junto ao rio Elba ergue-se o
castelo alemão de Hartnefels, do século XVI, usado por Fernando I como
residência em temporadas de caça, como mostra uma pintura do Museu do Prado
feita por Lucas Cranach. Pode-se notar o estilo renascentista desta escada em
espiral semiaberta. Trata-se de uma criação de Korad Krebs. Pensava-se no
início que seria impossível realizá-la, pois não conta com um apoio central.
BEATE MÜNTER/GETTY
Palácio Barberini, Roma, Itália
A Galeria Nacional de Arte Antiga
da Itália é, por si só, uma obra de arte. Situada no palácio Barberini de Roma,
guarda em seu interior duas escadas feitas por dois mestres. A da imagem, de
Francesco Borromini, é de tipo helicoidal, criando uma sensação de maior
profundidade. Ambas levam ao andar nobre. O palácio aparece no filme A Princesa
e o Plebeu (1953) como o lugar onde se hospeda a princesa Ana, interpretada por
Audrey Hepburn.
DANILO DONADONI/AGE
Edifício KPMG, Munich, Alemanha
Uma viagem sem fim é o que oferecem estas
escadas, uma obra de arte criada por Olafur Eliasson. Estão instaladas no pátio
do edifício de escritórios da KPMG em Munique e, como se pode ver, não têm nada
mais do que a si mesmas. Trata-se de duas escadas de caracol que se entrelaçam,
criando um anel em forma de dupla hélice. Os degraus possuem alturas diferentes
para equilibrar as curvaturas do projeto.
Torre da água, Sint Jansklooster, Países Baixos
O escritório de arquitetos Zecc
transformou uma antiga torre de água em mirante. Uma escada se eleva a 45
metros de altura para oferecer uma vista panorâmica através de quatro janelas.
Os degraus mudam de linha e robustez à medida que a pessoa sobe, combinando
rampas diferentes: a primeira é uma escada de aço já existente que circula
seguindo a parede; a segunda, de criação recente em madeira comprimida, faz um
ziguezague pela barriga da torre. Na cúpula se encontra o último trecho, que
leva até o observatório.
Caminho Inca, Peru
A Trilha Inca que chega até Machu
Picchu atravessa vales e selvas, deixando um rastro de blocos de pedra que em
alguns setores formam escadas flutuantes. O caminho integra um sistema de
30.000 quilômetros de veredas que formam a rede do Tawantisuyu, partindo do sul
da Colômbia rumo ao centro do Chile, passando por Equador, Peru, Bolívia e
Argentina. Diz-se que a rede era tão eficaz que um habitante de Cusco podia
comer um peixe fisgado horas antes, enquanto os espanhóis teriam demorado
semanas para levá-lo a cavalo.
DAVID MADISON/GETTY
Trollstigen, Norueguesa
A estrada de Trollstigen é
literalmente o caminho dos trolls. Este espaço natural situado na Noruega e
protegido pela Unesco pode ser percorrido através de uma rota turística de 106
quilômetros de montanhas tão espetaculares como a de Trollveggen, uma espécie
de escarpa de terra. Num de seus trechos mais intrincados, Reiulf Ramstad criou
uma plataforma flutuante com escadas. O caminho fica fechado no inverno devido
às nevadas.
DIEPHOTODESIGNER
Pailón do Diabo, Tungurahua, Equador
A natureza selvagem que rodeia o
rio Verde, no Equador, dá força ao fluxo de água que forma o Pailón del Diablo,
uma cachoeira de 100 metros de altura. O enclave, a 30 minutos da cidade de
Baños, conta com uma vereda com pontes suspensas que avança entre a vegetação
até chegar à cascata. A parte mais impressionante é esta escada entalhada na
pedra que leva até as águas, cuja temperatura gira em torno dos 23 graus.
BERND BIEDER/AGE
Loja de Longchamp, Nova York, EE. UU.
A marca Longchamp encomendou a criação da sua
loja no bairro nova-iorquino do Soho ao arquiteto inglês Thomas Heatherwick,
que concebeu uma escada que parece imitar uma correnteza ao unir os diferentes
níveis. Levou seis meses para ser construída e pesa 55 toneladas. A balaustrada
transparente foi feita com tecnologia aeroespacial. Inaugurada em 2006, recebeu
uma menção honrosa do Instituto Americano de Arquitetura.
NIKOLAS KOENIGB
Loja de Prada, Nova York, Estados Unidos
No Soho de Manhattan se pode visitar a loja
que o arquiteto holandês Rem Koolhaas criou para a marca Prada, inaugurada em
2001 na antiga entrada do museu Salomon R. Guggenheim. A fachada de tijolo e
pedra esconde uma grande onda de madeira que conecta o térreo ao subsolo. Em um
lateral dessa torrente desce uma pequena escada, duplicada exatamente à sua
frente. A própria onda tem degraus extensíveis, que servem de aparador para
objetos à venda ou para receber apresentações. A escadaria em frente também tem
diferentes funções, como zona de estar ou bancada de exposição. Um prodígio de
escala e emprego dos materiais.
Ribbon Chapel, Hiroshima, Japão
Duas escadas em caracol entrelaçadas formam
esta capela nupcial de um complexo hoteleiro de Hiroshima. Os dois braços da
escadaria simbolizam a união matrimonial, o abraço entre os amantes. “As duas
partes que antes percorriam caminhos separados se unem na parte superior”,
explica o arquiteto Hiroshi Nakamura em seu site. No alto, a 15 metros de
altura, descortina-se uma vista panorâmica para o mar interior do Japão, ou mar
de Seto.
AKIRA SUZAKI










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