História/Arquitetura
O maior
do Brasil e da América Latina
Edifício Martinelli é um prédio localizado
no Centro do município de São Paulo, Brasil. Foi
o primeiro arranha-céu no Brasil e da América Latina. Situa-se no triângulo formado pela rua São Bento, avenida São João e rua Libero Badaró, no
centro da capital paulista.
O idealizador
A construção do edifício
começou em 1922 e foi inaugurado em 1929 com 12 andares. A
construção do edifício seguiu até 1934. O trabalho terminou quando o edifício tinha 30 andares (130 metros).
O edifício foi idealizado pelo italiano Giuseppe Martinelli e projetado
pelo arquiteto húngaro Vilmos (William) Fillinger. Com 105 metros de altura, foi entre 1934 e
1947 o maior arranha-céu do
país e, durante um tempo, o mais alto da América Latina.
O edifício foi completamente remodelado pelo
prefeito Olavo Setúbal em 1975 e reformado novamente em 1979.
Atualmente, o prédio abriga órgãos municipais, como a Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo (EMURB) e a Companhia Metropolitana de
Habitação de São Paulo (COHAB-SP), além de várias lojas no piso térreo.
Detalhe da fachada do edifício
Foi projetado pelo arquiteto húngaro Vilmos
(William) Fillinger (1888-1968), da Academia de Belas-Artes de Viena. Sem apoio governamental para terminar a obra,
Martinelli foi obrigado a vender uma parte do empreendimento ao "Istituto
Nazionale di Credito per il Lavoro Italiano all ‘'Estero" do Governo
Italiano, motivo pelo qual o governo brasileiro tomou o prédio para si, em 1943.
Martinelli – São Paulo
Erguido com a técnica
construtiva de alvenaria de tijolos e estrutura de concreto. Atualmente,
considerado o símbolo arquitetônico mais importante do momento de transição da
cidade baixa. A construção foi iniciada em 1924 e
inaugurada em 1929 com 12 andares. Os trabalhos foram
retomados e seguiram até 1934, finalizando a obra com 30 andares e 105 metros
de altura. Ao terminar, o Martinelli ultrapassou o Edifício A Noite, localizado no Rio de Janeiro, o mais alto arranha-céu do Brasil e da
América Latina, que havia sido inaugurado em 1929. Em 1935, o posto de
mais alto da América Latina passou a ser do Edifício Kavanagh,
levantado em Buenos Aires, que media 120 metros de altura.
Em 1932, durante a Revolução Constitucionalista,
abrigou em seus terraços superiores, uma bateria de metralhadoras antiaéreas, para defender São Paulo do ataque dos chamados
"vermelhinhos", os aviões do Governo da República, que sobrevoavam a
cidade ameaçando bombardeá-la.
Vários partidos políticos tiveram suas sedes no
Edifício Martinelli: o antigo Partido Republicano Paulista (PRP), o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e a União Democrática Nacional (UDN). Os clubes da cidade também
ocupavam as suas dependências como o Palestra Itália, hoje a Sociedade Esportiva Palmeiras, a Portuguesa de Desportos e o IT Clube, hoje desaparecido.
Casa do Comendador, na
cobertura do edifício
A partir da década de
50, o edifício entrou em uma fase de degradação extrema, ocupado por moradores
de muito baixa renda, com o lixo sendo jogado nos buracos do elevador e
servindo de cenário para alguns dos crimes mais famosos da época.
Em 1975 foi desapropriado pela prefeitura e
completamente reformado pelo Prefeito Olavo Setúbal. Reinaugurado em 1979, hoje abriga as Secretarias
Municipais de Habitação e Planejamento, as empresas Emurb e Cohab-SP, a sede do
Sindicato dos Bancários de SP além de diversos estabelecimentos comerciais na
parte térrea do edifício.
O terraço
do ed. Martinelli
No 26º andar existe um belíssimo terraço do qual se
tem uma visão panorâmica da cidade, avistando-se o Pico do Jaraguá, as antenas da Paulista e os milhares de prédios que compõe a
paisagem urbana da cidade. Também nesse
espaço foi construída a "Casa do Comendador", réplica de uma villa italiana,
onde a elite de São Paulo se reunia em suntuosas festas. Foi construída como
moradia da família Martinelli para "provar" ao povo que o prédio não
cairia.
Ed. Martinelli, um símbolo da cidade de
São Paulo







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