Ensaio
CONLUIO DO GOVERNO DILMA ROUSSEF COM SETORES CONSERVADORES DO BRASIL PARA EVITAR SUA DESTITUIÇÃO DO PODER
Colaboração de Fernando Alcoforado*
O conluio do governo Dilma Rousseff com setores conservadores do Brasil está em marcha para evitar sua destituição do poder através de impeachment por ter praticado crime de responsabilidade fiscal e ter utilizado recursos da corrupção em sua campanha de reeleição em 2014. Para evitar que ocorra o impeachment, o governo Dilma Rousseff desencadeou várias iniciativas sendo a primeira delas a cooptação do presidente do Senado, Renan Calheiros, e, a segunda, o isolamento e neutralização do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que ameaçava colocar em votação o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Além disso, houve a cooptação de ministros do STF em um jantar com Dilma Rousseff que produziu um resultado a ela favorável como a decisão de que o julgamento das “pedaladas fiscais” seja decidido pelo Congresso Nacional e não exclusivamente pela Câmara de Deputados como prevê a Constituição.
A decisão do STF, que impediu que as “pedaladas fiscais” sejam julgadas pela Câmara dos Deputados que tem em Eduardo Cunha, seu presidente, ferrenho opositor do governo, e sim deliberadas em sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, favorece a possibilidade de não haver o impeachment de Dilma Rousseff. Muito provavelmente o jantar de ministros do STF com Dilma Rousseff na semana passada contribuiu para este desfecho, bem como poderá contribuir para inocentá-la no TSE de utilizar recursos provenientes da corrupção na Petrobras em sua campanha eleitoral. Fica, desta forma, armado o cenário para a continuidade do governo Dilma Rousseff no poder independentemente da mobilização de quase 1 milhão de brasileiros no dia 16/08 exigindo sua renúncia ou o impeachment.