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quarta-feira, 29 de julho de 2015

‘PORTUNHOL’ BUSCA SAIR DA EXCLUSÃO NA FRONTEIRA ENTRE BRASIL E URUGUAI

Cultura
Um grupo de intelectuais quer que a Unesco declare o dialeto Patrimônio Imaterial

NATASHA R. SILVA/ FELIPE SANCHEZ
El País – O jornal global, Facebook

 Comerciante da localidade uruguaia de Chuy, na fronteira com o Brasil.

Apenas uma rua separa as cidades de Santana do Livramento e Rivera, em uma fronteira difusa entre Brasil e Uruguai. Um grupo de historiadores, artistas e linguistas de ambas as regiões organizou um ciclo de conferências no lado uruguaio para iniciar um processo que, em princípio, parece quixotesco: postular o portunhol, uma forma de expressão a meio caminho entre o português e o espanhol, como Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco. “O portunhol é a linguagem da fronteira. Muitas vezes um brasileiro do sul está falando e parece um uruguaio”, conta Eduardo Palermo, historiador de 52 anos, um dos defensores da petição. “O problema é que essa forma de expressão é sempre discriminada”.
Breve dicionário de portunhol
Atenti: atención; atenção.
Camiáu: camión; caminhão.
Dispôs: después; depois.
Ingatado: enamorado, enganchado; apaixonado.
Liña: frontera, línea divisoria; fronteira, linha divisória.
Pasaye: pasaje; passagem.
Ratiño: ratito, momentito; um momento.
Séstia: siesta; sesta.
Shinéla: chancleta; chinelo.
Yeladera: heladera, nevera; geladeira, refrigerador.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

TEXTOS INÉDITOS DE JOSÉ SARAMAGO: A CRIATIVIDADE ÍNTIMA DO ESCRITOR

Cultura: literatura

Nobel português anotava as dúvidas e o processo de escrita de seus romances.
Cinco anos após sua morte, o EL PAÍS publica o ‘making of’ de ‘Ensaio sobre a Lucidez’
Notas inéditas de 'Ensaio sobre a Lucidez' (em espanhol)

FERRAN BONO, Madri 
EL PAÍS – O JORNAL GLOBAL, FACEBOOK

O escritor José Saramago, na praia Quemada de Lanzarote, onde foi projetado um plano urbanístico ao final paralisado, em uma imagem de 2007 / PEDRO WALTER

Anotava sempre que lhe ocorria uma ideia para começar um romance. Podia ser de madrugada ou viajando de trem. Expressava suas dúvidas sobre a qualidade do que estava escrevendo ou manifestava sua desconfiança sobre o interesse de uma trama quando ele mesmo já estava enfastiado de urdi-la. José Saramago costumava anotar tudo, inclusive quando, de repente, decidia mudar o título de um romance até que a opinião de sua mulher, Pilar del Río, o fazia desistir e voltar a seu plano original.
Foi o que aconteceu com Ensaio sobre a Lucidez, obra sobre a qual o EL PAÍS publica uma série de textos inéditos (publicados originalmente em espanhol; em português foram publicados pela revista  Blimunda, da Fundação Saramago) no quinto aniversário da morte do prêmio Nobel de Literatura de 1998. São notas escritas pelo autor em 2003, durante a redação do livro que seria lançado um ano mais tarde, que mostram o processo criativo, a construção do relato, a maneira como se fez o romance (o que no cinema se chama making of).

segunda-feira, 20 de julho de 2015

AMY WINEHOUSE, MITO E NAUFRÁGIO

Cultura – cinema

Documentário de Asif Kapadi, de 'Senna', mostra retrato devastador da cantora.
A história que não queriam contar de Amy Winehouse
  
DIEGO A. MANRIQUE Madri 18 JUL 2015
El País – O jornal Global, Facebook



Amy, o documentário que triunfou em Cannes e que estreou no Reino Unido e em vários países neste mês (no Brasil, a expectativa é que ele chegue aos cinemas até setembro), apresenta uma questão inquietante: quais novidades se pode contar sobre uma celebridade do século XXI? Como a de tantas celebridades de hoje, a vida pública de Amy Winehouse aconteceu em horário nobre, sendo vista pelo mundo inteiro. De alguma forma, até sua morte trágica parecia prevista, predestinada, assumida com antecedência.
Na verdade, nossa informação era escassa e incorreta. Quando morreu, em julho de 2011, todos pensaram que a “pobre Amy” tinha sofrido uma overdose de drogas ilegais. Para surpresa geral, a investigação dos legistas determinou que a causa imediata foi intoxicação aguda com uma droga legal: tinha consumido uma quantidade enorme de vodca.
O diretor do documentário, Asif Kapadia - o mesmo que dirigiu Senna (2010), sobre o piloto de Fórmula 1 e ídolo brasileiro Ayrton Senna, se encontrou com um dilema muito próprio do tempo presente: tinha muitos documentos audiovisuais da cantora, incluindo muito material nunca exibido. A primeira montagem de Amy durava três horas e os poucos que assistiram dizem que era devastador. Em sua forma final, são 128 minutos e, mesmo assim, ainda deixa um gosto amargo.

sábado, 11 de julho de 2015

ANIMA MUNDI

Cultura


O Festival Internacional de animação começo na sexta-feira, dia 10/07, no Rio de Janeiro, Brasil

 O Festival Internacional de Animação do Brasil, ou Anima Mundi, é um festival de animação que ocorre anualmente no mês de julho nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, no Brasil.


Iniciado em 1993, é segundo maior do mundo e o maior da América Latina. Durante o festival são exibidos curtas, médias e longas-metragens, seriados e comerciais. As linguagens narrativas e técnicas são as mais variadas e o festival não exige nenhum critério específico.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

CONCENTRAÇÃO DE BRASILEIROS EM CIDADE JAPONESA VIRA ATRAÇÃO TURÍSTICA

 

Ewerthon TobaceDe Oizumi, Japão, para a BBC Brasil
As cores da bandeira brasileira estão por toda parte em Oizumi, um pequeno município na província de Gunma, cerca de 100 quilômetros ao norte de Tóquio.

Com pouco mais de 40 mil habitantes, a cidade se tornou um dos principais destinos dos brasileiros no início da década de 1990 e hoje ostenta o título de "Cidade Brasileira" do Japão.
A denominação não é por acaso. Cerca de 10% da população local é brasileira e, na avenida principal da cidade, espalham-se todo tipo de comércio e prestadores de serviços voltados para a comunidade.
A Associação de Turismo local percebeu o potencial e, desde 2009, começou uma campanha para atrair turistas, antes inexistentes, para a cidade.
"Hoje são cerca de 10 mil visitantes por ano e a tendência é de crescimento por causa dos projetos para atrair também pessoas de outras regiões do Japão e de países da Ásia", contou à BBC Brasil Shuichi Ono, vice-presidente da associação.

Turistas japoneses também se divertem em Oizumi, onde 10% da população é brasileira

TURBANTE – CULTURA, MODA E ESTILO

Publicado em sociedade por Adriana Borges
em obviusmagazine

 O turbante é um símbolo cultural, que está na moda e esbanja estilo. O significado deste adorno tão especial para a cultura africana diz muito sobre o processo de formação da nossa própria cultura. Conhecer as origens culturais do turbante através do tempo e discutir a apropriação cultural deste elemento tão rico é também uma forma de reconhecer e valorizar a nossa identidade afro-brasileira.


Em alta na moda atualmente, o turbante é visto pela maioria das pesssoas como um acessório estético que serve para adornar a cabeça e demonstrar charme, estilo e beleza. Ele é visto como algo que “está” na moda. E muita gente o usa somente por isso. Mas o turbante é um elemento cultural, que está associado principalmente às culturas asiática, africana e brasileira.
Usar o turbante especialmente para as culturas africanas, afro-americanas e afro-brasileiras é também um símbolo de resistência ao aculturamento, de afirmação de sua identidade cultural e de luta contra a discriminação e o preconceito racial. A questão é cultural e um ato político, que vai muito além da moda e do estilo.
Os turbantes estão na moda dentro de uma tendência chamada “étnica”. O que significa que é uma moda pertencente aos hábitos e costumes de um determinado povo. Este povo, por sua vez, se identifica culturalmente com este estilo porque foi criado historicamente por seus ancestrais. Este povo se veste de sua cultura, de um estilo próprio, que os distingue, reconhece e valoriza.

sábado, 6 de junho de 2015

MODELO DE ESCOLA ATUAL PAROU NO SÉCULO 19, DIZ VIVIANE SENNA

Ruth CostasDa BBC Brasil, em São Paulo
  

 A psicóloga Viviane Senna poderia ser conhecida apenas por ser a irmã do piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna, morto em maio de 1994. O trabalho que vem realizando há duas décadas à frente do instituto que leva o nome do irmão, porém, fez com que também se tornasse uma das figuras mais proeminentes no debate sobre educação no Brasil.
O Instituto Ayrton Senna (IAS) foi idealizado pelo piloto, mas só saiu do papel após sua morte, em novembro de 1994, quando sua família cedeu à entidade os direitos sobre a imagem de Senna. Desde então, vem atuando em projetos para melhorar a eficiência de instituições de ensino em todo o país, organizando desde programas de reforço escolar e capacitação de professores até sistemas de gestão de recursos.
Seus projetos atendem a cerca de 2 milhões de crianças a cada ano, sendo em parte financiados pelo licenciamento de produtos da grife Senna - que vão de capas de smartphone a macarrões instantâneos, relógios e artigos de papelaria.
No mês passado, o instituto abriu uma nova seara de atuação com a inauguração do chamado "Edulab21", um laboratório de inovação dedicado a produção e disseminação de pesquisas científicas que possam contribuir para a formulação de políticas públicas para a educação.
Entre seus integrantes e colaboradores estão o economista Ricardo Paes de Barros, um dos arquitetos do programa Bolsa Família (agora no IAS), o economista Daniel Santos, da USP, e os psicólogos Filip de Fruyt, da Universidade de Ghent, Oliver John, da Universidade da Califórnia, e Ricardo Primi, da Universidade de São Francisco.
"A ideia é gerar e disseminar conhecimentos que possam ajudar a levar o século 21 para dentro da escola", explica Viviane. Em uma cerimônia para promover a iniciativa, a psicóloga explicou para a BBC Brasil por que acredita que o sistema educacional parou no século 19 e o que é preciso fazer para resolver esse problema. Confira:

BBC Brasil - Por que a senhora diz que a escola está ficando para trás?
Viviane Senna - Se pudéssemos transportar um cirurgião do século 19 para um hospital de hoje, ele não teria ideia do que fazer. O mesmo vale para um operador da bolsa ou até para um piloto de avião do século passado. Não saberiam que botão apertar. Mas se o indivíduo transportado fosse um professor, encontraria na sala de aula deste século a mesma lousa, os mesmos alunos enfileirados. Saberia exatamente o que fazer. A escola parece impermeável às décadas de revolução científica e tecnológica que provocaram grandes mudanças em nosso dia a dia. Ficou parada no tempo, preparando os alunos para um mundo que não existe mais.

terça-feira, 26 de maio de 2015

NA ‘PÁTRIA EDUCADORA’ DE DILMA ROUSSEF, CRISE PÕE EM RISCO PLANO DE EDUCAÇÃO

 Com cortes, pasta não teve aumento em relação ao que foi investido no ano passado
Gestores já temem não conseguir cumprir as metas para a área pactuada em 2014
  
Sem aulas e dinheiro, universidades são nova faceta da crise no Brasil
  
TALITA BEDINELLI São Paulo 
EL PAÍS – O JORNAL GLOBAL

Professores protestam em Curitiba, em 5 de maio./ / WILSON DIAS (AGÊNCIA BRASIL/FOTOS PÚBLICAS)

Depois de anunciar que o lema de seu novo mandato seria "Pátria Educadora", a presidenta Dilma Rousseff deu à educação um dos maiores cortes globais no anúncio do ajuste fiscal feito nesta sexta-feira. A área terá 9,4 bilhões de reais a menos para investir neste ano. A verba da área para as despesas discricionárias (que não são obrigatórias, como a folha de pagamento, por exemplo) caiu de 48,81 bilhões para 39,38 bilhões de reais -valor similar ao gasto no ano passado e 15 bilhões acima do mínimo constitucional obrigatório. 
Se por um lado isso era esperado, já que a pasta tem o segundo maior Orçamento da União, por outro, a situação gera um grande incômodo: a falta de aumento nos investimentos pode representar uma ameaça ao cumprimento do Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado no ano passado em meio a comemorações do próprio Governo e que tem algumas metas a vencer já no ano que vem.


"É preciso ver com atenção onde serão os cortes dentro da pasta. A preocupação é que os prazos do plano já estão chegando e isso exigirá um esforço adicional", afirma Alejandra Meraz Velasco, coordenadora-geral da ONG Todos pela Educação. O Governo ainda não anunciou ao certo o que será cortado em cada área, mas o mais provável é que as novas obras sejam as mais afetadas.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

CINCO LIÇÕES À AMÉRICA LATINA DO MAIOR RANKING GLOBAL DE EDUCAÇÃO

Educação
   
Alejandra MartinsBBC Mundo

"O futuro da América Latina realmente depende do que acontece em suas escolas."

Eric Hanushek, professor da Universidade de Stanford (EUA) e um dos mais respeitados acadêmicos especializados em Educação, é um dos autores do novo relatório internacional que mostra, mais uma vez, o enorme abismo entre os estudantes latino-americanos e os do leste asiático.
O ranking divulgado na quarta-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o mais amplo publicado até agora, compara o desempenho de estudantes em Matemática e Ciências em 76 países, com base nos testes internacionais, como o PISA.
Com o excelente desempenho de seus estudantes, Cingapura lidera o ranking, seguida por Hong Kong, Coreia do Sul, Japão e Taiwan.
O Brasil está na 60ª posição, atrás de outros latino-americanos como Chile, México e Costa Rica e um pouco melhor do que Argentina e Colômbia.
Mas o relatório vai mais além do ranking e vincula a educação em cada país ao futuro de sua economia.
Qual seria o crescimento econômico de países da região se seus estudantes alcançassem um nível básico de desempenho em Matemática e Ciências?
A seguir, cinco lições que o relatório ensina para os países latino-americanos:
1) A educação ruim faz mal à economia
O relatório diz que as falhas educacionais de um país cobram seu preço não apenas em oportunidades perdidas a milhões de adolescentes, mas também impacta a economia do país inteiro.
A conclusão é de que, se o Brasil proporcionar educação básica universal eficiente para todos os adolescentes de 15 anos, pode ajudar seu PIB a crescer mais de sete vezes nas próximas décadas.
E se todos os adolescentes do México cursassem o Ensino Médio e obtivessem um nível básico em Matemática e Ciências - ou seja, capacidade em raciocinar e resolver problemas com os conceitos aprendidos -, o PIB do país poderia ser 551% maior em 80 anos. O PIB da Argentina também cresceria 693% nessas condições.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

DESPREZADOS DOS MAIORES MUSEUS DO MUNDO SE REBELAM NAS RUAS

Cultura

Um projeto que dá a volta ao mundo copiando em colagens as obras menos conhecidas

Jornal El País
O JORNAL GLOBAL
  

 Um quadro pouco conhecido do Louvre copiado nas ruas de Paris. / OUTINGS

Dobre uma esquina de Madri, Nova Orleans, Rio de Janeiro... E o encontra. Um retrato misterioso sobre a parede de tijolos que parece retirado de um museu. Você não se enganou, é isso mesmo. Isso é o Outings, o projeto artístico do artista francês Julien de Casabianca (Bastia, 1970) que pega pinturas pouco conhecidas do Louvre, Prado, Metropolitan e as copia em formato de colagem. Já são 69 criadores em 22 cidades do mundo. E o projeto começou quase como uma brincadeira, como confessa Casabianca: “Era eu como o príncipe encantado libertando a princesa desse quadro desconhecido, prisioneira na pintura, na moldura, no castelo (chamado Louvre). Mas quando o coloquei na rua, descobri o incrível poder que é possível ver agora no Outings. Um poder que está nas mãos de qualquer um pois é muito fácil de fazer!”. Você pode ver o brilho dessa experiência que dá a volta ao mundo nessa galeria de fotos.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

“MEU PAI ME MOSTROU O CAMINHO A NÃO SEGUIR”

Cultura
Filho do mais famoso traficante de drogas revela “a verdadeira história” do poderoso pai

VÍCTOR NÚÑEZ JAIME Madri 16 ABR 2015
El País O JORNAL GLOBAL


 Juan Pablo Escobar, filho do traficante de drogas mais famoso do mundo. / LUIS SEVILLANO
  
Juan Pablo Escobar (Medellín, 1977) suspira, abre bem os olhos e afirma: “A única coisa que guardo do meu pai é um relógio e a roupa com que morreu. Só me restou isso dele.” Então faz uma pausa, e acrescenta com um leve sorriso: “Bom, e também a papada e o DNA.” O filho de Pablo Escobar, o “traficante de drogas mais famoso de todos os tempos” está sentado em uma das mesas do restaurante do Hotel Palace, em Madri, e tem sob o braço, segundo ele, “a verdadeira história” de quem foi o poderoso chefe do cartel de Medellín. Tem o nome de Pablo Escobar, Meu Pai e é um livro de quase 500 páginas em que, afirma, “ao contrário de outros que escreveram sobre ele, em suas páginas não se deturpam as coisas com o objetivo de manter e proteger a impunidade e a corrupção que permitiram a meu pai fazer tudo o que fez.”
Esse arquiteto e desenhista industrial era um menino de 7 anos quando começou a ter consciência do que seu pai fazia para que sua família tivesse de tudo (e em excesso). “Em agosto de 1984, com a morte do ministro da Justiça Rodrigo Lara Bonilla, foi fácil começar a notar que havia algo por trás do pai que eu conhecia. Pelas acusações de que ele começou a ser alvo”, lembra. Em suas festas de aniversário, havia potes cheios de doces e muitos maços de dinheiro. Dentro do sítio onde morava (a célebre Fazenda Nápoles) tinha um zoológico particular com vários dos animais mais exóticos do planeta, carros e motos de último modelo e nunca faltavam seguranças a seu redor. “Tudo isso era para mim tão normal como a água para os peixes. Meu pai enfatizava isso e, assim como me dizia para não experimentar drogas, também me levava a bairros da periferia para que eu visse a pobreza extrema da Colômbia. Na verdade, ele ocupou o lugar que o Estado deveria ocupar para ajudar essas pessoas. Isso não é desculpa. Apenas mostra seu lado bondoso frente ao maldoso.”

quarta-feira, 15 de abril de 2015

UNIVERSIDADE DE CAMBRIDGE – REINO UNIDO

Ensino

É uma tradicional instituição inglesa considerada


Universidade de Cambridge (em inglês: University of Cambridge) é uma tradicional instituição de ensino superior do Reino Unido considerada uma das mais prestigiadas e importantes do mundo. É a segunda universidade mais antiga ainda em funcionamento do país. A Universidade de Cambridge das mais importantes do mundo.  localiza-se na cidade de Cambridge, foi fundada em 1209, porém o rei Henrique III só concedeu-lhe o monopólio do ensino em 1231.


Cambridge e a Universidade de Oxford são rivais na aspiração a serem a melhor universidade do Reino Unido. Ambas produziram uma grande proporção dos mais proeminentes cientistas, escritores e políticos do mundo ocidental. Cambridge produziu mais vencedores do prémio Nobel (82 no total) do que qualquer outra Universidade do mundo; muitos dos homens que mudaram a história da Física obtiveram seus diplomas por Cambridge, incluindo Isaac Newton, James Clerk Maxwell, John Joseph Thomson, Ernest Rutherford, Paul Adrien Maurice Dirac, entre outros. Outras personalidades históricas ilustres associadas à universidade incluem o naturalista Charles Darwin, o economista John Maynard Keynes, o filósofo e matemático Bertrand Russell e o matemático Andrew Wiles. Em 2006, Cambridge foi considerada novamente a segunda melhor universidade do mundo de acordo com o Institute of Higher Education, Shanghai Jiao Tong University, atrás apenas da Universidade Harvard nos Estados Unidos. Em 2010, segundo lista elaborada pelo conselho acadêmico QS, foi considerada a melhor universidade do mundo.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

AS CARTAS DO INÉDITO AMOR ENTRE FRIDA KAHLO E UM ARTISTA ESPANHOL

Cultura: Segredo de alcova desvendado
  
Casa de NY leiloará 100 páginas de correspondências entre mexicana e pintor Bartolí Frida e Diego discutem no teatro sua conturbada relação

ELENA REINA Cidade do México
El PAÍS - o jornal global 

A artista (pintora) mexicana Frida Kahlo. / DOYLE NEW YORK

Ele dava uma aula de amor que ela nunca tinha experimentado antes. Era apaixonado, carnal, mas também terno. É o que ela diz nas cartas que não assinava como Frida Kahlo, mas como Mara. E ele não era Josep Bartolí, o artista espanhol que teve de fugir da Guerra Civil e sobreviver a campos de concentração, mas Sonja – nome de mulher – e respondia de Nova York. Nessa cidade serão leiloadas em 15 de abril as mais de 25 cartas inéditas que a artista mexicana enviou a seu amante entre 1946 e 1949 em que, além disso, fala de uma possível gravidez até agora desconhecida.
Em uma carta de 46, a artista confessa ter tido um atraso menstrual. E então aparece a Kahlo mais melosa: “Consegue imaginar um pequeno Bartolí ou uma Marita?”

quinta-feira, 26 de março de 2015

CRISE EM UNIVERSIDADES FEDERAIS NA BAHIA LEVA UFBA A FAZER REDUÇÃO DE CUSTOS

Cidade / Educação

 Por
Yuri Abreu

A crise nas universidades federais do Brasil também está presente na maior instituição de ensino do estado, a Universidade Federal da Bahia (UFBA). A situação se agravou após um decreto publicado em janeiro que determinava o corte de um terço das verbas pelo governo da Presidente Dilma Rousseff. Estudantes chegaram a se queixar em atrasos mensais nos auxílios moradia e alimentação. 
Além disso, bolsas como as da Proext (Pró-Reitoria de Extensão), que atende aos alunos dos cursos de extensão da Universidade chegaram a ficar em atraso durante três meses em 2014, sem contar os salários dos funcionários terceirizados que, segundo eles, foram pagos no último dia 20. Outras queixas por parte dos universitários são com relação às condições de alguns prédios como o Pavilhão de Aulas 3 (PAF-3), em Ondina, e o Instituto de Letras, no mesmo campus. 
Alguns deles estão reclamando, principalmente, da falta de aparelhos de ar condicionado. Em algumas salas há apenas ventiladores”, comentou a estudante do 9º semestre do curso de Bacharelado Interdisciplinar em Artes, Ive Oliveira. Ela, que é bolsista do Proae (Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil) – que dá auxilio a estudantes da própria Universidade –, teme que essa situação atual da instituição venha a prejudicar o benefício que recebe. “Houve até, desta vez, um pequeno atraso de cinco dias no pagamento da bolsa neste mês. Mas, pra gente que depende deste auxílio e tem contas a pagar, fica uma preocupação no ar”, salientou.

quinta-feira, 12 de março de 2015

ABRE EXPOSIÇÃO NAVIO NEGREIRO DE CASTRO ALVES POR HANSEN BAHIA

BAHIA CULTURAL
  

 Gravura de Hansen Bahia

 O Parque Histórico Castro Alves, localizado em Cabaceiras do Paraguaçu no Recôncavo baiano, inaugura em 13 de março a exposição Navio Negreiro de Castro Alves – Drama em Gravuras, por Hansen Bahia.

Gravura de Hansen Bahia

A abertura da mostra terá início às 18h, após o Festival de Declamação de Poemas de Antônio de Castro Alves, e contará com apresentação da Filarmônica Lira Ceciliana de Cachoeira.

A mostra, que é composta por 20 xilogravuras de Hansen Bahia,  romove um encontro entre a obra do artista e o poema de Castro Alves, proporcionando a sensação de que a escrita e a imagem se completam, e retrata a dramaticidade social sentida na pele dos escravos: toda a aspereza, animalização e violência do tráfego negreiro.