segunda-feira, 15 de julho de 2013

A VIDA COM AUTOESTIMA

                                               

 Por Conrado Matos – Psicanalista e Colunista do Jornal Tribuna da Bahia.

Buscar respeito pelas atitudes próprias, aprender controlá-las, coordená-las, preservá-las e saber dar limites, é um propósito da moral humana para garantir a integridade.
Têm pessoas que agem com insegurança no momento de expor suas opiniões, e preferem ocultar suas ideias, só por receio de ferir ou magoar alguém. Nada mais é, uma postura errônea, que pode colocar em risco a liberdade da sua própria integridade.

Todos nós devemos estar aptos para agirmos com nossas ideias próprias, ou convicções próprias, caso contrário, se não agirmos dessa maneira determinada, o desrespeito assumirá o lugar das nossas atitudes, e contrariaremos o valor de vivermos íntegros com nós mesmos.
Agir com integridade e confiança, não corre o risco de nos acidentar diante de nossas relações, sejam elas, afetivas, pessoais e profissionais. As coisas se aproximam de nós de uma forma respeitosa, e nós respeitamos essas coisas, por serem saudáveis ao nosso crescimento. Evitaremos o esquecimento de estarmos conectados com as coisas boas. Estaremos sempre presentes as coisas boas, e manteremos a nossa integridade pessoal, preservada.
A autoestima nos promove a viver feliz, além dos pilares que são gerados dentro da nossa própria autoestima, que servem como base para enfrentarmos a nossa realidade. A autoestima é fundamental em nossa vida a qualquer momento, em qualquer área do nosso comportamento, nas nossas atitudes intrapessoais e interpessoais.
Os pais, por exemplo, devem respeitosamente, muito cedo, se preocuparem com o desenvolvimento da autoestima dos seus filhos. A criança que, logo cedo, venha ser preparada para agir com autoconfiança perante a vida, será um adulto mais feliz no futuro, embora, é claro, isto vai depender, também, de todo seu desenvolvimento até a fase adulta, que provêm de outros fatores, grupais, sociológicos, educacionais e, até mesmo, profissionais.
Colaborar para a qualidade da autoestima de uma criança, pode evitar o perigo do mau convívio com o ser humano, ou com a sociedade de modo geral. Não ocorrerá, na criança, o risco de no futuro se tornar um adulto inapropriado para se encontrar só. Não vai viver condenada ao sentimento de culpa, a rejeição e a inferioridade. Nem condenada na timidez doentia e nem na insegurança. Segundo, Winnicott, psicanalista inglês, seguidor de Melanie Klein (Defensora da Psicanálise infantil), afirmou em sua teoria psicanalítica que, o amor materno contribui para o desenvolvimento da autoestima da criança, preparando-a para se tornar um adulto capaz para estar só, ou seja, ao meu vê, independente e determinado.
O compromisso dos pais, como tarefa importante, é orientar os filhos a desafiar o desconhecido, ou seja, o novo. Nunca deve achar os pais, que tudo na vida de uma criança é motivo de perigo, embora, devem existir situações que são perigosas, mas os pais devem estar atentos e vigilantes a essas situações, e administrá-las junto aos filhos da melhor forma possível, buscando conhecimento de fatos, de determinados assuntos, e apoio profissional, para tirar dúvidas a respeito de determinadas questões, se for preciso.
Os pais devem, de fato, é claro, estar atentos às atitudes e condutas ruins dos seus filhos, porém, o que não devem os pais, é inventar perigo a onde não há perigo, para simplesmente se livrarem da responsabilidade de orientar seus filhos.
Para finalizar este artigo, em bons termos, se a educação dos pais chegar a uma boa disciplina e, logo cedo impor limites necessários ao desenvolvimento pessoal dos seus filhos, com certeza veremos um sujeito mais feliz e equilibrado.

Conrado Matos - Psicanalista
E-mail: psicanaliseconrado@hotmail.com – Tels: 071-8717-3210/8103-9431.







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