por Lílian Machado
Publicada em 19/07/2013 00:11:47
Com os índices da popularidade da
presidente da República, Dilma Rousseff, em baixa e o próprio Partido dos
Trabalhadores (PT) em momento de arrefecimento de sua militância, a hora é de
afinar as estratégias e aproximar as estrelas da sigla da população. Esse deve
ser um dos objetivos da vinda da chefe do Executivo nacional e de seu mentor
político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Salvador, no próximo dia
24.
Eles vêm participar do ciclo de encerramento das festividades pelos 10 anos do PT no
poder. Os eventos iniciados em São Paulo terminam na capital baiana, reduto do
Nordeste considerado importante para a tática de reeleição da presidente nas eleições de
2014.
A Bahia, quarto colégio eleitoral do
País, foi o lugar em que Dilma obteve a maior frente de votos nas eleições
presidenciais de 2010, sendo 2, 7 milhões. Também foi o estado onde o
ex-presidente obteve o maior número de votos nas duas vitórias.
Do ato, participará com destaque o ministro da Secretaria-Geral da Presidência
da República, Gilberto Carvalho, o governador Jaques Wagner (PT) e alguns
auxiliares.
Apesar das lideranças do PT justificarem que foi uma coincidência, o
tema do evento que acontece no Hotel Othon, a partir das 17h, sugere o clima de
mobilização do partido, em meio ao momento político vivido no País, com os
constantes protestos: “Participação Popular e Movimentos Sociais”.
“Essa temática já estava prevista e poderíamos até ter mudado, mas
fizemos questão de mantê-la. Reforça a preocupação do nosso partido com o atual
cenário político vivido pelo país”, disse. Conforme o dirigente, a vinda de
Dilma e Lula e o encerramento na capital baiana também já faziam parte da
agenda.
“Trata-se do reconhecimento do papel e do peso do PT na Bahia, que é a última
a realizar a grande festa dos 10 anos. Tudo coincidiu com a necessidade do
momento político”, ressaltou.
O ato organizado pela executiva estadual e nacional do partido pretende
reunir todas as lideranças petistas do estado, deputados estaduais e federais,
prefeitos, vereadores e integrantes dos movimentos sociais ligados à legenda,
além do presidente nacional do PT, Rui Falcão, e do secretário nacional do
partido, Paulo Frateschi.
Pré-candidatos presentes
Os quatro pré-candidatos do PT ao
governo do Estado devem aproveitar a festa para testar a força com suas bases e
a militância. Selecionados como os nomes que devem disputar a conquista dos
correligionários e a confiança do governador Jaques Wagner (PT), coordenador do
processo pré-eleitoral, os secretários da Casa Civil, Rui Costa, e de Planejamento, José Sérgio Gabrielli, o senador Walter Pinheiro e o ex-prefeito de
Camaçari Luiz Caetano podem se valer do momento histórico do partido para se
articular e conquistar mais espaço na conversação sobre 2014.
O dirigente do PT baiano, Jonas Paulo, disse que não haverá destaque em
torno dos pré-candidatos ou debates sobre eleição e pré-candidaturas. “A linha
de frente será Dilma, Lula, Wagner, Rui Falcão, Gilberto Carvalho e eu. Claro
que todos os quatro vão estar lá, mas não haverá nenhum rito em torno deles.
Não passará de deferência de sentarem à mesa”, afirmou.
O líder do governo na Assembleia, deputado Zé Neto (PT), acredita que
ainda não está no momento de afunilamento em torno dos nomes que são colocados
como possíveis para 2014. “Estamos longe. Primeiro estamos pensando o PT e o
próprio Lula defende o reposicionamento do partido com a volta às origens. É um
momento de recomposição, e arrumação. Daqui até 2014 ainda vai ter muita água
para passar debaixo da ponte”, opinou. A reportagem não conseguiu falar com os
pré-candidatos.
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