quinta-feira, 15 de maio de 2014

(JOÃO) CAPISTRANO DE ABREU

Historiador cearense

João Capistrano Honório de Abreu (Maranguape23 de outubro de 1853 — Rio de Janeiro13 de agosto de 1927) foi um historiador brasileiro.

Um dos primeiros grandes historiadores do Brasil, produziu ainda nos campos da etnografia e da linguística. A sua obra é caracterizada por uma rigorosa investigação das fontes e por uma visão crítica dos fatos históricos e suas pesquisas fazem contraponto à de Francisco Adolfo de Varnhagen.
Historiador. João Capistrano Honório de Abreu nasceu na cidade de MaranguapeCeará, em 23 de outubro de 1853. Fez seus primeiros estudos em rápidas passagens por várias escolas. Em 1869, viajou para Recife, onde cursou humanidades, retornando ao Ceará dois anos depois. Em Fortaleza, foi um dos fundadores da Academia Francesa, órgão de cultura e debates, progressista e anticlerical, que durou de 1872 a 1875.
Neste último ano, viajou para o Rio de Janeiro e aí se fixou em um sobrado situado no bairro de Botafogo; hoje esta Rua leva seu nome por homenagem póstuma, tornando-se empregado da Editora Garnier. Foi aprovado em concurso público para bibliotecário da Biblioteca Nacional durante a gestão de Ramiz Galvão. Em 1879, foi nomeado oficial da Biblioteca Nacional. Lecionou Corografia e História do Brasil no Colégio Pedro II, nomeado por concurso em que apresentou tese sobre O descobrimento do Brasil e o seu desenvolvimento no século XVI. Eleito para a Academia Brasileira de Letras, recusou-se a tomar posse.
Dedicou-se ao estudo da história colonial brasileira, elaborando uma teoria da literatura nacional, tendo por base os conceitos de clima, terra e raça, que reproduzia os clichês típicos do colonialismo europeu acerca dos trópicos, invertendo, todavia, o mito pré-romântico do «bom selvagem». Morreu no Rio de Janeiro, aos 74 anos, em 13 de agosto de 1927. É patrono da cadeira 15 da Academia Cearense de Letras e da cadeira 23 da Academia Brasileira de Literatura de Cordel.
Homenagem filatélica ao centenário de nascimento.
Em 9 de dezembro de 2003 o Correio brasileiro edita o selo comemorativo aos 150 anos do nascimento de Capistrano de Abreu.
Em 1953 o Correio Brasileiro também emitiu selo comemorativo ao centenário de nascimento do referido historiador.
Foi com o soneto intitulado “A meu pai” que Honorina de Abreu, filha primogênita do historiador Capistrano de Abreu, ou, como era mais conhecida, madre Maria José de Jesus, monja da Ordem do Carmelo Descalço, buscou consolar seu pai, debilitado pela doença, poucos meses antes de sua morte, ocorrida em 13 de agosto de 1927. A poesia também traduzia um profundo desejo da madre: a conversão de Capistrano à fé católica, delicadamente sugerida nos versos.
“Foste tu, caro Pai, que do seio do Eterno
Me arrancaste e trouxeste a este mundo, a esta vida...
Quando eu desabrochei – qual flor recém-nascida – 
O sol que me aqueceu foi teu amor tão terno.
Teu sangue é sangue meu... Trabalho paterno
Ganhou-me o pão com que eu cresci e fui nutrida.
Ah! Quanto te custei!... Quanta dor! Quanta lida!
Desde teu quente estio até teu frio inverno!
E agora, dá-me a mão... É noite. Vem comigo!
Vem que eu te levarei a Jesus, teu Amigo
Que te espera saudoso... Oh! Dize-me que sim!
Foste meu pai e eu tua mãe serei agora...
Dar-te-ei a Eterna Luz de que me deste a aurora,
Dar-te-ei – por esta vida – a Vida que é sem fim...”

Fonte: Wikipédia



Nenhum comentário:

Postar um comentário