Vinho (do grego antigo οἶνος, transl. oínos,
através do latim vīnum,
que tanto podem significar "vinho" como "videira") é, genericamente, uma bebida alcoólica produzida por fermentação do
sumo de uva. Na União
Europeia, o vinho é legalmente definido como o produto obtido exclusivamente por
fermentação parcial ou total de uvas frescas, inteiras ou esmagadas ou de mostos; no Brasil,
é considerado vinho a bebida obtida pela fermentação alcoólica de mosto de uva sã, fresca e madura, sendo proibida a
aplicação do termo a produtos obtidos a partir de outras matérias-primas.
A
constituição química das uvas permite que estas fermentem sem que lhes sejam
adicionados açúcares, ácidos, enzimas ou outros nutrientes. Apesar de existirem
outros frutos como a maçã ou algumas bagas que também podem ser fermentados, os
"vinhos" resultantes são geralmente designados em função do fruto a
partir do qual são obtidos (por exemplo vinho-de-maçã) e são genericamente conhecidos como vinhos de frutas.
O
termo vinho (ou seus equivalentes em outras línguas) é definido por lei em
muitos países. A fermentação das uvas é feita por vários tipos de leveduras que consomem os açúcares presentes nas
uvas transformando-os em álcool. Dependendo do tipo de vinho, podem ser
utilizadas grandes variedades de uvas e de leveduras.
O
vinho possui uma longa história que remonta pelo menos a aproximadamente 6000 A.C.,
pensando-se que tenha tido origem nos atuais territórios da Geórgia , Turquia ou Irã. Crê-se que o seu aparecimento na Europa ocorreu há aproximadamente 6 500 anos, nas
atuais Bulgária ou
Grécia.
Era muito comum na Grécia e Roma antigas.
O vinho tem desempenhado um papel importante em várias religiões desde tempos
antigos. O deus grego Dioniso e
o deus romano Baco representavam
o vinho, e ainda hoje o vinho tem um papel central em cerimônias religiosas cristãs e judaicas como a Eucaristia e o Kidush.
As
evidências arqueológicas sugerem que a mais antiga produção de vinho teve lugar
em vários locais da Geórgia, Irã, Turquia e China entre 8000 e 5000 a.C.. As evidências
arqueológicas tornam-se mais claras e apontam para a domesticação da videira, em sítios do Oriente Próximo,Suméria e Egipto, no início da Idade do Bronze,
desde aproximadamente 3000 a.C..
As
mais antigas evidências sugerindo a produção de vinho na Europa, e entre as
mais antigas do mundo, são originárias de sítios arqueológicos naGrécia,
datados de 6500 a.C.. De facto, várias fontes gregas, bem como Plínio o Velho,
descrevem como os antigos gregos utilizavam gessoparcialmente desidratado antes da fermentação e
um tipo de cal após
aquela com o propósito de diminuir a acidez. O escritor grego Teofrasto é a mais antiga fonte conhecida a
descrever esta prática de vinificação entre
os antigos gregos.
No Antigo Egipto,
o vinho tornou-se parte da história registada, desempenhando um papel
importante na vida cerimonial. O vinho teria sido introduzido no Egipto pelos
gregos. São também conhecidos vestígios de vinho na China, datados do segundo e primeiro milénios a.C..
O
vinho era comum na Grécia e Roma clássicas. Os antigos gregos introduziram o
cultivo de videiras,
como a Vitis vinifera, nas suas numerosas colónias na Itália, Sicília, França meridional, e Península Ibérica. Dioniso era
o deus grego do
vinho e da diversão, e o vinho era frequentemente mencionado nos escritos de Homero e Esopo. Muitas das principais regiões vinhateiras da
Europa Ocidental actual foram estabelecidas pelos romanos. A tecnologia de fabrico do vinho melhorou
consideravelmente durante o tempo do Império Romano.
Eram, já então, conhecidas muitas variedades de uvas e de técnicas de cultivo e
foram criados os barris para a armazenagem e transporte do vinho.
Desde
o tempo dos romanos, pensava-se que o vinho (eventualmente misturado com ervas
e minerais)
tivesse também propriedades medicinais. Nesses tempos, não era invulgar
dissolverem-se pérolas no
vinho para se conseguir mais saúde. Cleópatra criou
a sua própria lenda ao prometer a Marco António que
ela "beberia o valor de uma província" numa taça de vinho, após o que
bebeu uma valiosa pérola com uma taça de vinho.
Durante
a Idade Média,
a Igreja Cristã era uma firme apoiante do vinho, o qual era necessário para a
celebração da missa católica. Em locais como a Alemanha, a cerveja foi banida e considerada pagã e bárbara, enquanto que o consumo de vinho era visto como
civilizado e como sinal de conversão. O vinho era proibido pelo Islão, mas, após os primeiros avanços deGeber e outros químicos muçulmanos sobre a destilação do
vinho, este passou a ter outros usos, incluindo cosméticos e medicinais. De fato, o cientista e filósofo persa do século X Al-Biruni descreveu várias receitas em que o vinho
era misturado com ervas, minerais e até mesmo gemas,
com fins medicinais. O vinho era tão venerado e o seu efeito tão temido que
foram elaboradas teorias sobre qual seria a melhor gema para fabricar taças
para contrariar os seus efeitos secundários considerados indesejáveis. Muitos
cientistas clássicos como Al-Biruni,Teofrasto, Georg Agricola, Albertus Magnus bem
como autores mais recentes como George Frederick Kunz descrevem os muitos usos talismânicos e medicinais do vinho
combinado com minerais.






Nenhum comentário:
Postar um comentário