LITERATURA
FRANCESA
Um sonho de mulher
Levou uma vida que escandalizava os
franceses, ao tempo que os apaixonava pelo que escrevia. Orbitou pelo teatro,
verso e pintura
Colette era o
apelido da romancista francesa e performer Sidonie.
Gabrielle Colette
nasceu a 28 de janeiro de 1873 e faleceu a 03 de agosto de 1954). Ela é mais
conhecida por seu romance Gigi , a base para o filme de Lerner
e Loewe com o mesmo título, que até hoje é sucesso mundial.
O pai de Colette
era o oficial militar aposentado Jules-Joseph Colette e de sua esposa Adèle
Eugénie Sidonie em Saint-Sauveur-en-Puisaye, Yonne, na Região da
Borgonha, França. Ela estudou piano quando criança e recebeu
seu diploma da escola primária com notas altas em matemática e ditado. Em
1893, aos 20 anos, ela se casou com Henry Gauthier-Villars, dono de grande
sagacidade, famoso e conhecido como "Willy", que era 15 anos mais
velho ela. Considerava-se um escritor, crítico de música, mas foi
descrito como um "charlatão literário e degenerado".
Os primeiros livros
de Colette foram publicados sob o pseudônimo de seu marido "Willy",
como o de título Claudine, que, ainda,
graças ao poder de encantar, nos remete à Belle Époque. No entanto, na França,
ele foi considerado chocante, mas muito vendido para grande satisfação e lucro
de Willy.
Em 1906, Colettte
deixou o infiel Gauthier-Villars, vivendo por um tempo na casa do escritor
norte-americano e salonista Natalie Clifford Barney. Os dois tiveram
um caso de curta duração, mas continuaram amigos até a morte de Colette.
Colette passou a
trabalhar nas salas de música de Paris, sob as asas de Mathilde
de Morny, Marquise de Belbeuf, conhecida como Missy, com quem se envolveu
romanticamente. Em 1907, as duas mulheres se apresentaram numa
pantomima Rêve d'Égypte, no
Moulin Rouge. O beijo, no palco, entre as duas atrizes quase causou um
motim, os policiais foram chamados para reprimi-las. Houve como resultado
deste
escândalo: as
performances de Rêve d'Égypte foram proibidas e Colette e de
Morny ficaram incapazes de viver juntas abertamente, embora essa relação tenha se
prolongado por mais cinco anos. Ela também esteve envolvida em outra
relação heterossexual durante este tempo com o escritor italiano Gabriele
d'Annunzio . De acordo com um escritor, Colette "nunca deu a Missy amor" mas levou vantagem "ganhou,
uma vila na Bretanha, quando o casal se
desfez." Outro caso de Colette durante este período foi com o
herdeiro Auguste Heriot .
Em 1914,
durante a Primeira Guerra Mundial, Colette foi abordada para escrever um
ballet para o teatro Ópera de Paris, sob o título "Divertissements
pour ma fille". Ela mesma escolheu Maurice Ravel para
escrever a música. Entregue a Ravel, o ballet virou ópera sob o título de L'enfant
et les sortiléges.
Colette,
pintada por Jacques Humbert
Em 1935, casou-se
com Colette Maurice Goudeket, um tio de Juliet Goudeket, apelido Jetta
Goudal. Depois de 1935, o seu nome legal era simplesmente Sidonie
Goudeket. Maurice Goudeket publicou um livro sobre sua esposa, Close
to Colette: An Intimate Portrait of a Woman of Genius. Uma tradução para o
Inglês foi publicada em 1957 por Farrar, Straus & Cudahy, New York.
Depois de Chéri, Colette entrou no mundo da poesia moderna
e pintura que gira em torno de Jean Cocteau, que mais tarde foi seu vizinho
em Jardins du Palais-Royal .
A sua relação com a
vida é retratada em seus livros. Em 1927, ela foi frequentemente aclamada
como a maior escritora da França.
Durante a Segunda
Guerra Mundial, Colette permaneceu em Paris mesmo quando da ocupação alemã e
continuou a escrever e publicar, porque "eu tinha que ganhar a
vida".
Ela passou seus
últimos anos em uma cadeira de rodas, sendo cuidada por Goudeket, a quem ela
chamou de "um santo". Em 1951, participou da estreia de um
documentário sobre sua vida, e no final ela foi ouvida dizendo a Goudeket,
"Que vida linda que eu já tive."
Após a sua morte,
em Paris, no ano de 1954, apurou-se que Colette deixou cinquenta romances
publicados, os quais continham muitos elementos autobiográficos. Seus
temas podem ser divididos em contos naturais, idílicos ou lutas escusas, em
relacionamentos e amor. Todos os seus romances foram marcados por
observação inteligente e diálogo num estilo explícito, mas partido do seu
íntimo.
O Centro de Estudos
Colette em França tem inúmeros itens e pesquisas relacionados com a vida de
Colette.






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