terça-feira, 7 de abril de 2015

A ARCA DA ALIANÇA

Da história bíblica

Onde andará esse tesouro tão cobiçado?

A Arca da Aliança (no hebraico: ארון הברית aróhn hab·beríth; grego: ki·bo·tós tes di·a·thé·kes") é descrita na Bíblia como o objeto em que as tábuas dos Dez mandamentos e outros objetos sagrados teriam sido guardadas, como também veículo de comunicação entre Deus e seu povo escolhido.


Foi utilizada pelos hebreus até seu desaparecimento, que segundo especulações, ocorreu na conquista de Jerusalém por Nabucodonosor. Segundo o livro de II Macabeus, o profeta Jeremias foi o responsável por escondê-la no Monte Nebo.
Segundo o livro do Êxodo, a montagem da Arca da Aliança foi orientada por Moisés, que por instruções divinas indicou seu tamanho e forma. Nela foram guardadas as duas tábuas da lei; a vara de Aarão; e um vaso do maná. Estas três coisas representavam a aliança de Deus com o povo de Israel. Para judeus e prosélitos a Arca não era só uma representação, mas a própria presença de Deus.



No livro de Êxodo (Êx 25,10-22) a Bíblia descreve a Arca da Aliança da seguinte forma: caixa e tampa de madeira de acácia, com 2 côvados e meio de comprimento (um metro e onze centímetros ou 111 cm), e um côvado e meio de largura e altura (66,6 cm). Cobriu-se de ouro puro por dentro e por fora, com uma bordadura de ouro ao redor. - (Êxodo 25,10-16)
Para seu transporte, necessário para um povo ainda nômade (nómada), foram colocadas quatro argolas de ouro nas laterais, onde foram transpassados varas de acácia recobertas de ouro. Assim, o objeto podia ser carregado pelo meio do povo.


Sobre a tampa, chamada Propiciatório "o Kapporeth", foi esculpida uma peça em ouro, formada por dois querubins ajoelhados de frente um para o outro, cujas asas esticadas para frente tocavam-se na extremidade, formando um arco, de modo defensor e protetor. Eles se curvavam em direção à tampa em atitude de adoração (Êxodo 25,10-21; 37,7-9). Segundo relato do verso 22, Deus se fazia presente no propiciatório no meio dos dois Querubins de ouro em uma presença misteriosa que os Judeus chamavam Shekinah ou presença de Deus.
A Arca fazia parte do conjunto do Tabernáculo, com outras tantas especificações. Ela ficaria repousada sobre um altar, também de madeira, coberto de ouro, com uma coroa de ouro ao lado.


Somente os sacerdotes levitas poderiam transportar a tocar na arca, e apenas o sumo-sacerdote, uma vez por ano, no dia da expiação, quando a Luz de Shekiná se manifestava, entrava no santíssimo do templo. Estando ele em pecado, morreria instantaneamente.
Outros relatos bíblicos se referem ao roubo da arca por outros povos inimigos de Israel (filisteus), que sofreram chagas e doenças enquanto tinham a arca em seu poder. Homens que a tocavam que não fossem levitas ou sacerdotes completamente puros morriam fulminados instantaneamente. Diante dessas terríveis doenças causadas pela presença da "Arca" do Senhor Deus de Israel, os filisteus se viram numa necessidade de se livrarem do objeto sagrado; então, a mandaram para a cidade de Gate, e logo após para Ecron, sendo sempre rejeitada, o que acarretou na sua devolução ao povo de Israel. Arca da Aliança
Para os antigos israelitas, a Arca da Aliança era a coisa mais sagrada da Terra. Objeto supremo e central da nação Hebraica, esse baú ornamentado foi, de acordo com a Bíblia, desenhado por Deus.


Medindo 1,11 m de comprimento, 0,66 m de largura e 0,66 m de altura, o baú era feito de madeira acácia, sobreposta dentro e fora por ouro puro e cercada por uma borda artística de ouro. Montados na tampa de ouro sólido havia dois querubins de frente um para o outro, com as cabeças em arco e asas estendidas para cima.
A Arca serviu como arquivo sagrado para relíquias sagradas, incluindo as duas tábuas de pedra dos 10 Mandamentos. Como tesouro histórico e religioso, a Arca e seus conteúdo são absolutamente inestimáveis.

 Em 607 a.C., Jerusalém, a capital do reino israelita de Judá e sede do Templo de Salomão, onde a Arca estava hospedada, foi conquistada e destruída pelos babilônios. Em um terrível massacre, mais de 1 milhão de pessoas foram mortas, e que sobreviveu foi feito prisioneiro.
Setenta anos depois, quando os israelitas retornaram para reconstruir a cidade, a Arca da Aliança tinha sumido. O que aconteceu à relíquia inestimável tem sido tema de intensa especulação desde então. 
Acredita-se amplamente que a Arca foi escondida pelos hebreus para protegê-la dos babilônios. Locais possíveis de seu esconderijo variam do Monte Nebo, no Egito, à Etiópia, passando por uma caverna no coração da Judeia. Mas se a Arca foi escondida, por que ela não foi recuperada quando os israelitas retornaram a Jerusalém e reconstruíram o templo?


Outros acreditam que a Arca foi destruída pela ação violenta dos babilônios. Outra explicação, ainda, foi produzida pela fé. A Arca teria sido milagrosamente removida por Deus e está sob sua custódia.

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