Um tour pelas pequenas
cidades europeias
A cidade
das cervejas
Bamberg ou Bamberga é uma cidade no estado da Baviera, Alemanha.
Está localizada na região administrativa de Oberfranken. Bamberg é
uma cidade independente (Kreisfreie Stadt) ou distrito urbano
(Stadtkreis), ou seja, possui estatuto de distrito (kreis).
A cidade é um importante centro econômico e
cultural na região da Francônia. Aqui localiza-se a sede do Arcebispado
de Bamberg (em latim: Archidioecesis Bambergensis) e a Universidade Otto-Friedrich-Universität
Bamberg.
A Cidade
Histórica de Bamberg (Altstadt) totalmente intacta foi reconhecida
em 1993 pela UNESCO como patrimônio mundial.
Durante os séculos pós-romanos de migração
e colonização germânica, a região posteriormente incluída na Diocese de
Bamberg era habitada maioritariamente por eslavos. A localidade,
mencionada pela primeira vez em 902, cresceu ao redor do castelo
(Babenberch) que deu o nome à família Babenberg. Após a sua extinção
passou para a casa da Saxónia. A região foi cristianizada principalmente
pelos monges Beneditinos da Abadia de Fulda, e a terra ficou sob
autoridade espiritual da Diocese de Würzburg.
Em 1007, o Sacro Imperador Romano Henrique
II da Germânia elevou Bamberg, uma herança de família, a sede de uma diocese
separada. O propósito do imperador era tornar a Diocese de Würzburg mais bem
governável em termos de tamanho, e reforçar o Cristianismo nos distritos
da Francónia, a leste de Bamberg. Em 1008, após longas negociações
com os Bispos de Würzburg e Eichstätt, que deveriam ceder
porções das suas dioceses, foram definidos os limites da nova diocese, e no
mesmo ano o Papa João XVIII concedeu a confirmação papal. A
nova catedral foi consagrada a 6 de Maio de 1012, e
em 1017 Henrique II fundou uma abadia Beneditina para treinamento
do clero no Monte São Miguel, perto de Bamberg. O imperador e a sua
esposa Cunigunda do Luxemburgo doaram grandes possessões temporais à
nova diocese, e recebeu muitos privilégios dos quais se originou o poder secular
do bispo (veja Weber em Historisches Jahrbuch der Gorresgesellschaft em
1899, pp. 326–345 e 617-639). No âmbito da sua visita a Bamberg (1020),
o Papa Bento VIII colocou a diocese sob dependência direta da Santa
Sé. Durante um curto período Bamberg foi o centro do Sacro Império Romano.
Henrique e Cunigunda foram ambos sepultados na catedral.
A partir da segunda metade do século XIII, os
bispos eram príncipes do Império e governaram Bamberg, exigindo a
construção de edifícios monumentais. Em 1248 e 1260 a sé
obteve grandes fatias das propriedades dos Condes de Meran, em parte por
compra e em parte pela apropriação de condados extintos. O Antigo Bispado
de Bamberg era composto por um território contínuo que se estendia
desde Schlüsselfeld para nordeste em direção à Floresta
Francónia, e possuía adicionalmente propriedades nos ducados da Caríntia e
de Salzburgo, no Nordgau (atualmente Alto Palatinado),
na Turíngia, e no Danúbio. As mudanças introduzidas com a Reforma reduziram
este território praticamente a metade.
Os julgamentos
de bruxas do século XVII fizeram centenas de vítimas em Bamberg
e atingiram o clímax entre 1626 e 1631 sob o governo do
Príncipe-Bispo Johann Georg II. A famosa Drudenhaus (prisão das
bruxas), construída em 1627, não subsistiu até hoje; no entanto permanecem
descrições detalhadas de alguns casos, como o de Johannes Junius.
Em 1647 foi fundada a Universidade
de Bamberg com o nome de Academia Bambergensis.
Em 1759, as possessões e jurisdições da
diocese situadas na Áustria foram vendidas àquele Estado. Aquando
da secularização das terras da igreja (1802) a diocese
cobria 3.305 km² e tinha uma população de 207.000. Bamberg perdeu assim a
sua independência em 1802, e tornou-se parte da Baviera em 1803.
Bamberg foi ligada ao sistema ferroviário em 1844,
que tem sido desde essa altura uma infraestrutura essencial.
Após a Primeira Guerra Mundial, quando
uma revolta comunista tomou o controle da Baviera, o governo
fugiu para Bamberg onde ficou quase dois anos, antes da capital bávara, Munique,
ser recapturada pelo Freikorps (veja República de Weimar). A
primeira constituição republicana da Baviera foi aprovada em
Bamberg, que como tal é chamada Bamberger Verfassung (constituição
de Bamberg).
Em 1973,
a cidade celebrou o milenário da sua fundação.
Antiga
Câmara Municipal próxima ao rio Regnitz
Antiga vila
de pesadores "Pequena Veneza"
Taverna
tradicional "Schlenkerla" de 1405
A cidade de Bamberg tem vários pontos turísticos,
não só pelo fato da Cidade Histórica de Bamberg ter sido reconhecida
pela UNESCO como patrimônio histórico, mas também porque a
cidade conseguiu preservar seu caráter medieval ao longo do tempo.
Cervejas
Catedral Imperial de Bamberg 1237 (Kaiserdom), com a
sepultura do papa Clemente II e a sepultura do imperador Henrique II e sua
esposa (feita por Tilman Riemenschneider de 1499 a 1513);
Residência Antiga da Corte (Alte Hofhaltung) entre o século XVI e
o séc.o XVII;
Residência Nova (Neue Residenz) do século XVII;
Câmara Municipal Antiga (Altes Rathaus) (1386), construída na
ilha do rio Regnitz;
Pequena Veneza (Klein-Venedig), antigo bairro de pescadores de
Bamberg ao longo do rio Regnitz;
Palácio Geyerswörth, antiga residência episcopal;
A feira de Bamberg
Castelo de Altenburg (1109), antiga residência episcopal de 1305 a 1553.
As cervejarias de
Bamberg são de grande importância econômica, pois com apenas 70.000 habitantes
a cidade tem no total dez cervejarias. A cerveja defumada (em alemão: Rauchbier)
é a mais famosa, produzida pelas cervejarias Brauerei Schlenkerla e Brauerei
Spezial.
A cerveja "Aecht Schlenkerla Rauchbier" é
a mais conhecida não só na região da Francônia, mas também por um público
internacional. A taverna tradicional Schlenkerla (desde 1405),
sediada no Centro Histórico, é uma importante instituição na cidade.
Bamberg faz
parte da região cervejeira Francônia (Bierfranken), que com mais de 300
cervejarias tem a maior densidade de cervejarias por número de habitantes do
mundo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário