Renda de bilro –
Nordeste brasileiro
Artesanato é o próprio trabalho manual, utilizando-se de
matéria-prima natural, ou produção de um artesão (de artesão + ato).
Mas com a mecanização da indústria o artesão é identificado como aquele que
produz objetos pertencentes à chamada cultura popular.
O artesanato é tradicionalmente a produção de
caráter familiar, na qual o produtor (artesão) possui os meios de produção
(sendo o proprietário da oficina e das ferramentas) e trabalha com a família em
sua própria casa, realizando todas as etapas da produção, desde o preparo da
matéria-prima, até o acabamento; ou seja, não havendo divisão do trabalho ou
especialização para a confecção de algum produto. Em algumas situações o
artesão tinha junto a si um ajudante ou aprendiz.
O artesanato pode ser erudito, popular e
folclórico, podendo ser manifestado de várias formas como, nas cerâmicas
utilitária, funilaria popular, trabalhos em couro e chifre, trançados e tecidos
de fibras vegetais e animais (sedenho), fabrico de farinha de mandioca, monjolo
de pé de água, engenhocas, instrumentos de música, tintura popular. E também
encontram-se nas pinturas e desenhos (primitivos), esculturas, trabalhos em
madeiras, pedra guaraná, cera, miolo de pão, massa de açúcar, bijuteria, renda,
filé, crochê, papel recortado para enfeite, etc.
A história do artesanato tem início no
mundo com a própria história do homem, pois a necessidade de se produzir bens
de utilidades e uso rotineiro, e até mesmo adornos, expressou a capacidade
criativa e produtiva como forma de trabalho.
Os primeiros objetos feitos pelo homem eram
artesanais. Isso pode ser identificado no período neolítico (6.000 a.C.) quando o homem aprendeu a polir
a pedra, a fabricar a cerâmica , e descobriu a técnica de tecelagem das fibras animais e vegetais. O mesmo pode
ser percebido no [Brasil] no mesmo período. Pesquisas permitiram identificar
uma indústria lítica e fabricação de cerâmica por etnias de tradição nordestina que viveram no sudeste do Piauí em
6.000 a.C.
Carrancas – artesanato da Bahia (região do
São Francisco)
A partir do século XIX, o artesanato ficou
concentrado então em espaços conhecidos como oficinas, onde um pequeno grupo
de aprendizes viviam com o mestre-artesão, detentor
de todo o conhecimento técnico. Este oferecia, em troca de
mão-de-obra barata e fiel, conhecimento, vestimentas e comida. Criaram-se
as Corporações de Ofício, organizações que os mestres de cada cidade
ou região formavam a fim de defender seus interesses.
Com a Revolução Industrial, que iniciou na Inglaterra, o artesanato foi
fortemente desvalorizado, deixou de ser tão importante, já que neste período
capitalista o trabalho foi dividido colocando determinadas pessoas para
realizarem funções específicas, essas deixaram de participar de todo o processo
de fabricação. Além disso, os artesãos eram submetidos à péssimas condições de
trabalho e baixa remuneração. Este processo de divisão de trabalho recebeu o
nome de linha de montagem[2] . Os teóricos do século XIX, como Karl Marx e John Ruskin, e artistas (ver: Romantismo) criticavam essa desvalorização. Os intelectuais
da época consideravam que o artesão tinha uma maior liberdade, por possuir os
meios de produção e pelo alto grau de satisfação e identificação com o produto.
Na tentativa de lidar com as contradições da Revolução Industrial, William Morris funda o grupo de Artes e Ofícios na segunda metade do século XIX,
tentando valorizar o trabalho artesanal e se opondo à mecanização. Podemos pensar nos índios como os nossos mais
antigos artesãos, já que, quando os portugueses descobriram o Brasil,
encontraram aqui a arte da pintura utilizando pigmentos naturais, a cestaria e
a cerâmica - sem falar na arte plumária, isto é, cocares, tangas e outras peças
de vestuário ou ornamentos feitos com plumas de aves. O artesanato brasileiro é
um dos mais ricos do mundo e garante o sustento de muitas famílias e
comunidades. O artesanato faz parte do folclore e revela usos, costumes,
tradições e características de cada região.
Caxixi – artesanato de barro (recôncavo
Baiano)
O artesanato brasileiro é um dos mais ricos do
mundo e garante o sustento de muitas famílias e comunidades. O artesanato faz
parte do folclore e revela usos, costumes, tradições e características de cada
região. Os índios são os mais antigos artesãos. Eles utilizavam a arte
da pintura, usando pigmentos naturais, a cestaria e a cerâmica, sem
esquecer a arte plumária como os cocares, tangas e outras peças de vestuário
feitos com penas e plumas de aves.
Cerâmica e bonecos de barro:
É a arte popular e de artesanato mais desenvolvidas
no Brasil e desenvolveu-se em regiões propícias à extração de sua matéria prima
- o barro. Nas feiras e mercados do Nordeste, se encontram os bonecos de
barro, reconstituindo figuras típicas da região, como os cangaceiros,
retirantes, vendedores, músicos e rendeiras.
Entalhando a madeira:
Cestas feitas com Vime
É uma manifestação cultural muito utilizada pelos
índios nas suas construções de armas, utensílios, embarcações, instrumentos
musicais, máscaras e bonecos. Os artesanatos em madeira produzem
objetos diversificados com motivos da natureza, do universo humano e a
fantasia. Exemplos disso são as carrancas, ou cabeças-de-proa, os utensílios
como cocho, pilão, gamelas e móveis simples e rústicos, os engenhos, moendas,
tonéis, carroças e o maior produto artesanal em madeira - contando com poucas
partes de metal - são os carros de bois.
Rendeiras do Ceará
Cestas e trançados:
A arte de trançar fibras, deixada pelos índios,
inclui esteiras, redes, balaios, chapéus, peneiras e outros. Quanto à
decoração, os objetos de trançados possuem uma imensa variedade, explorada
através de formas geométricas, espessuras diferentes, corantes e outros
materiais. Esse tipo de artesanato pode-se encontrar espalhados em diversas
regiões do Norte e Nordeste do Brasil como, na Bahia, Mato Grosso, Maranhão,
Pará e o Amazonas.
Escultura de santos (em madeira e barro)
Artesanato indígena:
Cada grupo ou tribo indígena tem seu próprio
artesanato. Em geral, a tinta usada pelas tribos é uma tinta natural,
proveniente de árvores ou frutos. Os adornos e a arte plumária são outro
importante trabalho indígena. A grande maioria das tribos desenvolvem a
cerâmica e a cestaria. E como passatempo ou em rituais sagrados, os índios
desenvolveram flautas e chocalhos.
O Artesanato Sustentável é uma
modalidade que uni o artesanato com a sustentabilidade
ambiental. Trata-se da utilização da reciclagem na produção de objetos
artesanais.
Atualmente muitos vêm falando sobre sustentabilidade e preservação do meio ambiente, estudiosos e
pesquisadores buscam maneiras de preservar a natureza e para isso tentam
conscientizar a sociedade sobre o grande consumismo que está ocorrendo, o lixo
que vem sendo produzido e o impacto que isso acusa no ambiente em que vivemos,
demonstrando as consequências que sofreremos se continuarmos tendo a atitude de
hoje no futuro, pois são poucos os que de fato se preocupam com isso.
Artesanato de Ouro Preto - Minas Gerais
Atualmente encontra-se vários artesãos que usam
como matéria-prima coisas que para muitos não passam de lixo. Obras lindíssimas
e com reconhecimento mundial são feitas a partir de materiais recicláveis. Os
objetos mais produzidos são os artigos de decoração, que muitos apreciam e até
mesmo pagam preços muitas vezes orbitastes para possuí-los. Alguns exemplos de
artistas que transformam lixo em arte são: Sayaka Kajita artista
japonesa que cria obras de escultura com plástico, Ann Smith americana
que utiliza peças quebradas de eletrodomésticos para criar robôs em forma de
animais e também o artista Brasileiro Jaime Prades que
demonstra sua criatividade em transformar pedaços de madeira jogados na rua em
esculturas de árvores belíssimas, atualmente Jaime Prades tem um site onde apresenta suas obras primas.
Bordadeira de Alagoas
Para a produção de artesanato sustentável os
artesão usam materiais que são de fácil acesso e podem ser encontrados na rua,
como, garrafas de vidro, papelão, lâmpadas, latas de refrigerante, entre outros
objetos que constantemente estão sendo jogados no meio ambiente e que acabam
poluindo a natureza. Mais é preciso ter em mente que nenhum objeto se perde,
qualquer lixo encontrado na rua pode se tornar uma obra prima de grande valor,
apenas é preciso unir a conscientização e a criatividade para diminuir o
impacto ambiental e favorecer a cultura.
A cultura de uma cidade é importante porque permite
que valores não sejam perdidos, cada lugar tem suas tradições, origens,
movimentos religiosos entre outras práticas, e unir o artesanato a cultura,
possibilita a representação das praticas culturais e renova a historia dos
povos.











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