História
A
imperatriz que se passava por prostituta e não perdia oportunidade de mandar
matar
Valéria Messalina, também conhecida somente como Messalina,
foi uma imperatriz-consorte romana, terceira esposa do imperador Cláudio. Ela era também prima pelo lado do pai de Nero,
prima de segundo grau de Calígula e sobrinha-bisneta de Augusto. Messalina era poderosa e influente, com uma
reputação de ser promíscua, alega-se que ela teria conspirado contra o marido
e foi executada quando o plano foi descoberto. E esta reputação, que pode ser
derivada de um viés político contra ela, acabou perpetuada na arte e na
literatura até os tempos modernos.
Pouco se sabe sobre a vida de Messalina antes do
casamento em 38 com Cláudio, que já tinha por volta de 48 anos de idade. Dois
filhos nasceram desta união:
Cláudia Otávia (nascida em 39 ou 40), uma futura
imperatriz, meia-irmã e primeira esposa de Nero;
Britânico, césar.
Quando o imperador Calígula foi assassinado em 41, a guarda pretoriana proclamou Cláudio o novo imperador e
Messalina, sua imperatriz.
Com sua ascensão ao poder, Messalina entrou para a
história com uma reputação de implacável, predadora e insaciável sexualmente.
Seu marido é retratado como sendo facilmente guiado por ela e ignorante de seus
muitos adultérios até ser informado de que ela teria
exagerado ao se casar com seu último amante, o senador Caio Sílio em
48. Cláudio então teria ordenado a sua morte e ela recebeu a opção de se
suicidar. Incapaz de se auto apunhalar, Messalina foi morta pelo oficial que a
prendeu. O senado romano então ordenou que o nome de Messalina
fosse retirado de todos os lugares públicos e privados e que tivesse todas as
suas estátuas destruídas (damnatio memoriae).
Os historiadores que contam estas histórias,
principalmente Tácito e Suetônio, escreveram por volta de 70 anos depois dos
eventos, quando o ambiente era hostil à linhagem imperial de Messalina. A
história de Suetônio é de um alarmismo escandaloso. Tácito alega estar
transmitindo "o que foi ouvido e escrito pelos mais velhos que
eu", sem nomear suas fontes, com exceção das memórias de Agripina, a
Jovem, que havia conseguido retirar os filhos de Messalina da sucessão imperial
e que, portanto, tinha todo interesse em manchar a imagem de sua predecessora.
Já se argumentou que o que se passa por história seria puramente o resultado de
sanções políticas que se seguiram à morte de Messalina.
As acusações de excessos sexuais, principalmente,
eram uma tática já testada e aprovada para manchar a reputação e geralmente era
resultado de "hostilidade politicamente motivado". Dois relatos foram
os principais culpados pela má reputação da imperatriz. Um é a história de uma
suposta competição de sexo com uma prostituta no livro X da "História Natural", de Plínio, o Velho, que teria durado 24 horas e que Messalina
venceu com um placar de 25 parceiros diferentes. O poeta Juvenal apresenta uma descrição igualmente famosa em
sua misógina sexta sátira de como a imperatriz costumava
trabalhar clandestinamente a noite toda num bordel sob o nome de
"Loba". Ele também menciona a história de como ela teria compelido
Sílio a se divorciar de sua esposa para casar-se com ela em sua décima sátira
Na verdade o
que todos os livros de história registram é que Messalina tinha um
temperamento violento, ficando famosa por “apunhalar” seu marido centenas de
vezes. Ela também foi a terceira esposa do imperador Cláudio, em 38 D.C. O
casamento
durou dez anos, período em que ela se fez passar por prostituta numerosas vezes
e era implacável como inimiga.
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