Arte escultórica
Por Rejane Borges
“Gosta das
cores de folhas secas ao chão. E das cores das folhas velhas dos livros.”
O começo, o meio e o fim da
civilização nas esculturas enigmáticas de Kris Kuksi impressionam pela riqueza
de detalhes, assim como pelo evidente tempero satírico que compõe um cenário
entre o lúgubre e o poético sobre o homem e seu universo.
© Kris Kuksi, "Eden".
Se a beleza está nos olhos de
quem vê, penso que ela seja muito mais abrangente do que permitem os limites
padronizados que a definem. Se a beleza está nos olhos de quem vê, ela é
relativa, individual e absolutamente imprevisível. É assim que olho para as
esculturas de Kris Kuksi.
O artista nasceu em Springfield, EUA, cresceu cercado por natureza, mas
não teve uma infância fácil. Seu padrasto era alcoólatra, fator que ajudou
Kuksi a se isolar naquela paisagem bucólica e a procurar refúgio na própria
imaginação. Com uma personalidade introvertida, o artista captava outra versão das
coisas. Percebia o mundo de uma maneira inusitada, encontrando beleza no
improvável. Fez do grotesco sua arte.
Com uma influência inesperada que mistura o barroco e a estética
industrial, suas esculturas são intrincadas. Sua
técnica é visivelmente engenhosa e detalhista, agrupando variados materiais
individuais para constituir, mais do que uma simples peça, uma verdadeira obra
da significação do Homem. São monumentos que interpretam o apocalipse, são
monumentos que revelam a visão do artista acerca de toda a mística que envolve
o fim do mundo, com leve sarcasmo e pessimismo. Cada peça parece ser uma história contada sobre a origem e a queda da
civilização.
© Kris
Kuksi, "The Plague Parade Opus".
Sua arte expõe o homem e as relações do homem
com o mundo no qual vive, com um mundo espiritual e com a própria criação.
Parece fazer referência à complexidade da existência e da coexistência, duma
forma que ao mesmo tempo é assombrosa e meditativa.
© Kris
Kuksi, "The Macabre Ride"
© Kris
Kuksi, "Adoration Of The Magi".
© Kris
Kuksi, "Pan Discomforting Psyche".
© Kris
Kuksi, "The Deadly Sins".
© Kris
Kuksi, "The Last Judgment".
© Kris
Kuksi, "A Tribute To The Madness Of Beethoven".
© Kris
Kuksi, "A Heroic Abduction".
© Kris
Kuksi, "Dharma Bovine".
© Kris
Kuksi, "The Recreation".
© Kris Kuksi, "Imminent
Utopia".
© obvious: http://obviousmag.org/archives/2011/10/as_esculturas_de_kris_kuski.html#ixzz45znxnxna
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