Mundo: desastre aéreo
Segundo especialista, modelo de aeronave tem 'excelente histórico
de segurança'
Como pode uma aeronave
simplesmente desaparecer do radar, a exemplo do que ocorreu com o avião da
EgyptAir, que voava de Paris para o Cairo na madrugada desta quinta-feira?
Segundo
o especialista em aviação Alex Macheras, a aeronave, um Airbus A320, é
regularmente usada para voos de curta duração e tem um "excelente
histórico de segurança".
Ian
Petchenik, do site Flightradar24, explica que aeronaves são monitoradas por
sinais de rádio que são enviados por meio do transponder.
Gráfico mostra os trajetos do avião da EgyptAir nas 24 horas
anteriores ao acidente
Quando
esses sinais simplesmente somem, podem indicar, segundo especialistas, falhas
catastróficas em pleno ar, ou uma ação externa extrema, como um ataque ou uma
explosão provocada por uma bomba.
O
Airbus A320 sumiu 20 minutos antes do horário previsto para o pouso. Segundo a
companhia aérea, a aeronave voava a 11,3 mil metros de altitude sobre o mar
Mediterrâneo às 21h45 de Brasília na quarta-feira (2h45 do Cairo), quando
perdeu contato com o radar.
A
empresa informou que 56 passageiros, 7 tripulantes e 3 seguranças estavam no
voo MS804.
Equipes
de resgate egípcias e gregas foram enviadas para a última posição conhecida da
aeronave
Imagem do site Flightradar24 mostra a rota percorrida pelo voo
MS804 antes do desaparecimento
Segurança
Segundo
especialistas, aeronaves modernas como o Airbus estão equipadas com vários
dispositivos eletrônicos que comunicam ao controle em terra sua localização.
Mesmo
com um defeito grave, haveria tempo para o piloto agir e informar o controle
sobre eventuais problemas. E, quando os aviões enfrentam problemas graves, isso
deveria deixar pistas.
Se
todos os motores falham ao mesmo tempo, por exemplo, o piloto ainda deveria ser
capaz de planar por quilômetros, com tempo suficiente para enviar um pedido de
ajuda pelo rádio. E seria possível ver a descida do avião pelo radar.
Em
caso de sequestro, os pilotos podem enviar códigos emergenciais especiais,
como, por exemplo, quando alguém tenta invadir a cabine de controle.
Aeronave saiu de Paris em direção ao Cairo
Se
tivesse havido uma súbita despressurização na cabine, por causa de uma janela
quebrada, por exemplo, a tripulação poderia mergulhar o avião para reduzir a
altitude, mas o avião não deveria se desintegrar.
Contato
No
caso do Airbus 320 da EgyptAir, controladores de tráfego gregos falaram com os
pilotos quando o avião se encontrava sobre a ilha de Kea, e não houve relato de
problemas. Este teria sido o último contato feito pela aeronave, cerca de dez
minutos antes do desaparecimento.
Depois
disso, há informações controversas. Citando um comunicado da EgyptAir, o jornal
estatal egípcio al-Ahram disse que o Exército egípcio recebeu uma chamada do
avião comunicando problemas por volta das 04:26 do horário local - ou seja,
duas horas depois de o voo desaparecer.
Mas,
logo depois, o Exército negou a informação e disse que este sinal não foi
recebido.
Mistério
A
situação inicialmente lembra a de dois outros acidentes: a queda do voo 447 da
Air France e o desaparecimento do MH370 da Malaysian Airlines.
O
avião da Air France, que fazia a rota entre o Rio de Janeiro e Paris,
desapareceu em junho de 2009 quando sobrevoava o Atlântico. Os investigadores
levaram anos para encontrar todas as peças e descobrir exatamente o que
aconteceu.
Já
o caso do MH370 é bem mais misterioso: as primeiras peças foram encontradas
apenas no ano passado e o avião não foi localizado até hoje.
Mas
há outros incidentes recentes na região que podem indicar possíveis explicações
para o desaparecimento do avião.
Em
março, um avião da EgyptAir foi sequestrado e desviado para o Chipre. O
sequestrador acabou se rendendo e os reféns foram liberados.
Em
outubro, uma avião russo que ia do balneário de Sharm el-Sheikh caiu na
península do Sinai matando 224 pessoas a bordo.
A
Rússia e o Egito afirmam que a queda foi causada por um explosivo - militantes
do grupo autodenominado Estado Islâmico dizem que explodiram a aeronave.





Nenhum comentário:
Postar um comentário