Arte escultórica
Um escultor baiano
Israel Kislansky (Salvador, Bahia), é
um escultor brasileiro que se tornou, a partir do
final da década de 90,
referência em escultura figurativa e fundição de obras de arte em metal no
Brasil.
O artista brasileiro Israel
Kislansky em seu ateliê, em São Paulo.
Radicado na capital paulista desde 1983, Israel
Kislansky é formado em Artes Visuais pela Faculdade Santa Marcelina. Estudou com nomes como Iole Di
Natale, José Antônio Van Acker e Rubens Matuck .
Entre os anos de 1996 e 2010 realiza intensa
atividade educacional, levando cursos e palestras sobre escultura figurativa
aos principais centros culturais e universitários do país
Em seu atelier reuniu
estudantes e profissionais em buscam de aprimoramento nas principais técnicas
tradicionais de escultura.
Vanackeriana - escultura de
Israel Kislansky em homenagem ao professor Van Acker.
É responsável, em
parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial ( Senai), pela criação do
projeto do “Centro Técnico em Fundição Artística” com o objetivo de recuperar o conhecimento
tradicional e disponibilizar novas tecnologias a profissionais do mercado e
técnicos em formação.
Também pelo SENAI, produziu o livro Fundição
Artística primeira publicação técnica especializada em fundição de obras
de arte em metal no Brasil.
As obras de Kislansky são, sobretudo,
confeccionadas em cerâmica e fundição artística, utilizando o processo milenar
de “cera perdida”, onde os metais são derretidos, moldados e vazados sobre
moldes refratários.
O especialista em museologia Gilberto Habib de Oliveira afirma que: "Há cerca de vinte
anos, Kislansky se dedica a pesquisa e à criação escultórica, utilizando o
processo de cera perdida para fundição em bronze. Nestes anos tem se dedicado a
formação de técnicos especializados, arregimentando esforços para aperfeiçoar e
qualificar cada etapa do longo processo de trabalho que envolve uma fundição,
desde a moldagem em gesso até o acabamento final. Cada obra acabada tem feito de Israel um artista pleno, reconhecível em
suas formas monumentais, quase invariavelmente da figura humana e
impecavelmente trabalhadas como nenhum outro artista brasileiro da atualidade”. Israel Kislansky possui uma obra dedicada à
figuração, com forte influência da escultura modernista francesa. Suas obras
representam corpos femininos modelados de forma realista, mas de composição
abstrata, levando o espectador perceber o nu como um universo
formal independente.
Escultura em cerâmica do artista
Israel Kislansky.
Prêmios e exposições do escultor:
1996 - Semar, instalada na praça Klaus
Walter Zulauf, no bairro do Morumbi
1998 - Troféu do Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo.
2005 -
Exposição Esculturas e Desenhos Israel Kislansky. Fundação Pinacoteca Benedicto
Calixto. Santos, SP.
2007 - Exposição Kislansky Esculturas e Desenhos. Caixa Cultural, Salvador e Brasília.
2011 - Exposição Kislansky Cerâmicas - A Cor do Corpo. Caixa Cultural, São Paulo.
2007 - Exposição Kislansky Esculturas e Desenhos. Caixa Cultural, Salvador e Brasília.
2011 - Exposição Kislansky Cerâmicas - A Cor do Corpo. Caixa Cultural, São Paulo.
Kislansky não sabe quantas obras já produziu.
"Creio que em torno de cem", arrisca. Entre as peças produzidas por
encomenda, merecem destaque o troféu do Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo (1998), a obra Semear (1996),
instalada na praça Klaus Walter Zulauf, no bairro do Morumbi, um busto encomendado pela embaixada do Líbano
para homenagear o ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, morto num atentado em fevereiro de 2005 e
a escultura “Esperança” inaugurada recentemente pela Santa Casa da Misericórdia
no pátio central do Hospital Santa Isabel, em Salvador.
Outras obras de grande destaque do escultor foram
as “Vanackerianas”. A Vanackeriana I foi modelada entre 2000 e 2001, pouco após
a morte do Van Acker, professor de Kislansky, e recebeu este nome em sua
homenagem. A Vanackeriana II é de 2004/05.
Ao longo dos últimos anos, Kislansky realizou
diversas mostras, com destaques para a exposição "A Cor do Corpo",
realizada na Caixa Cultural São Paulo em que apresentou detalhes de sua produção em
cerâmica dos anos 2007 a 2011, um
conjunto de esculturas de diferentes matizes e um roteiro didático sobre a
argila, sua origem, produção, modos de uso e possibilidades de acabamento.
A mostra contava com 50 peças em argila natural ou
esmaltada, reunidas e apresentadas em grupos de cores e corpos, criando
ambientes sensíveis e diversas cenografias, organizados sob a curadoria de
Gilberto Habib Oliveira.
A exposição contou ainda com fotografias do próprio Kislansky que reafirmavam o
caráter cênico das obras, além de apresentar o ambiente de trabalho, os
processos técnicos e outros detalhes da produção escultórica.











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