sexta-feira, 14 de junho de 2013

HOMENAGEM DESTE BLOG A SANTO ANTÔNIO

A PATENTE MILITAR DE S. ANTÔNIO



“É muito curiosa e pitoresca a graduação militar de Santo Antônio, não só  em Portugal, onde nasceu, como também no Brasil no Brasil especialmente na Bahia.


Santo Antônio assentou praça no exército Português, por determinação do Rei D. Afonso, como efetivo no Regimento de Infantaria de Lagos, com a intenção de entusiasmar o povo a s livrar do domínio de Castela. Tendo morrido D. Afonso em 12 de setembro de 1683, o seu irmão e sucessor D. Pedro II de Portugal, logo eleva Santo Antônio ao posto de capitão.

Na Bahia, Santo Antônio foi graduado capitão por Carta Régia de 7 de abril de 1707, com direito ao respectivo soldo, que era pago ao Guardião do Convento de São Francisco, muito embora a imagem, a que se referia a Carta Régia, fosse a de Santo Antônio da Barra.

Por decreto do Príncipe D. João, mais tarde D. João VI, Santo Antônio foi, a 13 de setembro de 1810, promovido ao posto de major, e, em 26 de julho de 1814, ao posto de tenente-coronel.”

Na verdade, Santo Antônio jamais foi havido ou reconhecido como santo padroeiro das donzelas casadoiras. O santo protetor dessas devotas era São Bartolomeu. Contudo, essa deferência lhe foi dada pelo povo. Como diz velho adágio popular: a voz do povo é a voz de Deus.

Padroeiro era ele, e continua sendo, dos pobres. Conta a lenda, que certa feita ele buscou, na padaria do convento onde morava, todos os pães destinados a alimentação dos frades ali enclausurados, e os distribuiu com os pobres famintos, que suplicavam por comida, batendo à porta da Igreja. Na hora do almoço, o frade-padeiro não encontrando os pães que havia feito para alimentar a congregação, relatou o fato ao seu superior e a Santo Antônio que, muito humildemente, lhe disse: vai irmão, procura-os novamente no mesmo lugar e os encontrará. E assim aconteceu... Dizem que foi o primeiro milagre, em vida, do santo homem. O costume de se manter um pãozinho de Santo Antônio na farinheira para que na casa não faltem alimentos, vem desse episódio.

Afirmam também seus biógrafos, que Santo Antônio tinha o dom da ubiquidade. Sem ter arredado pés do convento, podia ser visto e ouvido por seus rebanhos, acólitos, em cidades e aldeias bem distantes donde se encontrava.

Hoje, 13 de junho, comemoramos o seu dia. Aqui na Barra, onde moro, fui acordado pelas ribombadas dos fogos que no céu pipocavam em sua homenagem. É o jeito de ser baiano, saudar com alvorada, dessa magnitude, àqueles que lhes inspiram confiança e fé.

E Santo Antônio é um desses. Viva o santo dos pobres, o mais popular dentre todos os santos! Ao menos em Portugal e no Brasil-Bahia.

LCFACÓ

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