Série: melhores bibliotecas do
mundo
A Biblioteca
Nacional de França (Bibliothèque nationale de France; BnF, IPA: [bi.bli.jɔ.tɛk
na.sjɔ.nal də fʁɑ̃s])
é a Biblioteca nacional da França,
localizada em Paris. Destina-se a ser o repositório de tudo o que é
publicado na França. O presidente atual da biblioteca é Bruno Racine.
A
Biblioteca Nacional da França, traça a sua origem até a biblioteca real fundada
no Palácio do Louvre por Carlos V,
em 1368. Carlos recebeu uma coleção de manuscritos de seu antecessor, João II,
e transferiu-os para o Louvre a partir do Palais de la Cité. O primeiro bibliotecário de registro foi Claude Mallet, manobrista do
rei de chambre, que fez uma espécie de catálogo, Inventoire des Livres
du Roy nostre Seigneur estans au Chastel du Louvre. Jean Blanchet fez outra
lista em 1380 e Jean de Bégue uma em 1411 e outra em 1424. Carlos V foi um
patrono da educação e incentivou a elaboração e coleção de livros. Sabe-se que
ele empregou Nicholas Oresme,
Raoul de Presle e outros para transcrever textos antigos. Com a morte de Carlos VI,
a primeira coleção foi unilateralmente comprada pelo regente Inglês da França,
o Duque de
Bedford, que transferiu-se para a
Inglaterra em 1424. Foram aparentemente dispersos em sua morte, em 1435.
Antes
de alcançar o êxito como arquitecto com a concepção da Biblioteca Nacional
(1862-1868), Labrouste tinha já projectado a biblioteca
de Sainte-Geneviève (1843-1850), cujo
interior é sustentado por colunas e abóbadas de ferro fundido. Foi a primeira vez que este
arquitecto usou uma armação de ferro num edifício público.
Na
Biblioteca Nacional o arquitecto fez um uso extensivo do ferro que sustenta uma
estrutura de alvenaria.
O espaço mais notável é a sala de leitura, povoada por finas colunas com os
seus capitéis coríntios e cúpulas com clarabóias envidraçadas que, elevando-se
a mais de nove metros do solo, são o meio difusor de luminosidade no interior
da sala. Tal como a sala de leitura, a sala de reservas é outra realização
notável ao nível da cobertura, concebida inteiramente com vidro, provocando a penetração da luz difundida
depois pelas clarabóias do pavimento. O ferro aliado ao vidro concede a estes
espaços um efeito notável.
Neste
edifício, Labrouste revela duas vertentes da sua arquitectura. Se por um lado
alcança um grande modernismo, por outro lado está presente um gosto
convencional. Para além de ser considerado o iniciador da escola racionalista
em França, foi também uma referência para a geração de arquitectos modernos
posteriores.
Gallica, nome da biblioteca digital para
utilizadores online, foi criada em 1997. Em Agosto de 2009 põe à
disposição no seu site: 120 000 documentos de texto,
1 000 documentos de áudio e 110 000 imagens.





Nenhum comentário:
Postar um comentário