GREGÓRIO BARRIOS
(1911 – 1978)
O maior
ídolo das Américas nas décadas de 40/60 do século XX
O
bolero conquistou um espaço universal nos anos 40/60 e ainda hoje, quando o
momento pede romantismo, nada mais solicitado do que o tradicional e imbatível
bolero.
Na
verdade, durante quase trinta anos o bolero
foi imbatível. As rádios do mundo ecoavam-no com persistente fidelidade. As
boates só tocavam esse ritmo. O teatro, com dó sustenido, o acolhia de braços
abertos. Até Hollyhood se quedava a música
romântica. Seus filmes tinham como trilha musical as canções Libertad Lamarque,
Lucho Gatica, Maria Felix, Pedro Vargas e, principalmente, a de seu astro maior
disputados
como figurinhas de álbuns de coleções. A oferta deles era inferior à procura. Seus
fãs impediam-no de sair do primeiro lugar nas paradas de sucesso. Como se dizia
antigamente, o bolero era uma coqueluche, doença epidêmica.
Gregório
Barrios foi e é, sem dúvida, um dos maiores símbolos do esplendor dessa época.
No Brasil representava o papel de Roberto Carlos dos dias atuais. Era
unanimidade, tal qual a conquistada por Frank Sinatra. Dito isso sem exagero.
Espanhol,
vivendo na Argentina, despontou para a música quando descoberto pelo filho do
seu patrão quando lhe assegurou:
-
“Com essa voz não sei como aguenta meu pai”.
Essa
afirmação resultou no maior cantante da época. Seu charme e beleza não
representaram muito para assegurar-lhe sucesso. Estavam aquém do que
consideravam suas principais fãs, as mulheres: seus característicos recursos cênicos
e suas geniais interpretações.



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