segunda-feira, 19 de maio de 2014

SUCESSOS: UMA MUJER * PALABRAS DE MUJER * DOS ALMAS * QUIZÁS, QUIZÁS, QUIZÁS * MARIA BONITA * SOMOS

GREGÓRIO BARRIOS
(1911 – 1978)


O maior ídolo das Américas nas décadas de 40/60 do século XX

O bolero conquistou um espaço universal nos anos 40/60 e ainda hoje, quando o momento pede romantismo, nada mais solicitado do que o tradicional e imbatível bolero.
Na verdade, durante quase trinta anos o bolero foi imbatível. As rádios do mundo ecoavam-no com persistente fidelidade. As boates só tocavam esse ritmo. O teatro, com dó sustenido, o acolhia de braços abertos.  Até Hollyhood se quedava a música romântica. Seus filmes tinham como trilha musical as canções Libertad Lamarque, Lucho Gatica, Maria Felix, Pedro Vargas e, principalmente, a de seu astro maior


Gregório Barrios. Ele era uma febre de quarenta graus. Seus discos (bolachas) foram
disputados como figurinhas de álbuns de coleções. A oferta deles era inferior à procura. Seus fãs impediam-no de sair do primeiro lugar nas paradas de sucesso. Como se dizia antigamente, o bolero era uma coqueluche, doença epidêmica.  
Gregório Barrios foi e é, sem dúvida, um dos maiores símbolos do esplendor dessa época. No Brasil representava o papel de Roberto Carlos dos dias atuais. Era unanimidade, tal qual a conquistada por Frank Sinatra. Dito isso sem exagero.
Espanhol, vivendo na Argentina, despontou para a música quando descoberto pelo filho do seu patrão quando lhe assegurou:
- “Com essa voz não sei como aguenta meu pai”.
Essa afirmação resultou no maior cantante da época. Seu charme e beleza não representaram muito para assegurar-lhe sucesso. Estavam aquém do que consideravam suas principais fãs, as mulheres: seus característicos recursos cênicos e suas geniais interpretações.


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