Brasil: política
Aracaju -
Sergipe
Colaboração
de Luiz Eduardo Costa
É jornalista sergipano, havido entre
os melhores e mais bem articulados do
Brasil.
Faliram
agora, de uma só vez, a união, estados e municípios. Diante dessa calamidade
toma corpo aquela discussão absolutamente estéril entre duas visões deformadas
do Estado: uma, a minimalista, outra, a do Estado maximizado. O Estado mínimo seria tão somente a
privatização quase completa do poder público. Por mais que tentem, nunca se
alcançará a meta do Estado mínimo, a não ser que um dia resolvam terceirizar os
três poderes, o que é, aliás, o sonhado objetivo de alguns setores mais ousados
daquele ente globalizado e sem rosto, o mercado, que até poderá ser
abstrato, mas está presente e influindo
diariamente, na vida de cada um dos sete bilhões de seres humanos encarapitados
sobre o maltratado planeta.
Já do Estado
máximo, temos dele variadas formas, e todas resultando em fracassos, ou sobrevivendo
protegidas pela blindagem de ditaduras.
O Estado
eficiente não será o mínimo nem o máximo, mas, aquele que se fizer
meticulosamente organizado para ter um bom desempenho.
Um país com as dimensões, territoriais do
Brasil,
nunca poderá
ter o formato de um Estado mínimo.
Sem chegar
aos dois extremos de formatação do Estado, construímos, tanto no governo
central como nas unidades federadas e nos municípios um aparato que é
pachorrento, viciado e dispendioso.
Foi preciso
que acontecesse essa arrasadora crise para deixar bem escancarada a falência do
Estado brasileiro. É preciso reformá-lo, mas com o Congresso que temos, os
partidos que temos, a forma de eleições que adotamos, ou toleramos, nada
acontecerá.
Por isso, a
Constituinte será a grande saída. Nela a grande maioria dos políticos
evidentemente não está interessada.
A ideia da
Constituinte terá de ganhar as ruas, as redes sociais, e se transformar numa
avassaladora onda.

Nenhum comentário:
Postar um comentário